Institucional

Chuva forte provoca alagamentos e estragos em cidades da região

Sumaré registrou 101 mm de chuva em 24 horas, enquanto Rio Capivari ultrapassou a cota de transbordamento em Monte Mor; Campinas também teve quedas de árvores, muros e alagamentos

A forte chuva que atingiu a região de Campinas entre a quinta-feira (10) e a madrugada desta sexta-feira (11) provocou alagamentos e diferentes ocorrências em municípios da região. Sumaré registrou o maior acumulado de chuva entre os pontos monitorados no estado, enquanto Monte Mor precisou acionar o plano de contingência devido à elevação do Rio Capivari.

Em Sumaré, foram registrados 101 milímetros de chuva em 24 horas no ponto de medição localizado no Rio Quilombo, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Outro ponto, na Vila Miranda, registrou 99 milímetros.

A chuva provocou um ponto de alagamento na Vila Diva, nas proximidades do Ribeirão Quilombo. Equipes da Defesa Civil foram mobilizadas para acompanhar a situação e avaliar as condições de segurança para os moradores. O município permaneceu em atenção diante da possibilidade de novas chuvas fortes e alagamentos.

Rio Capivari sobe em Monte Mor

Em Monte Mor, o Rio Capivari chegou a 1,36 metro acima da cota de referência para transbordamento. Diante da elevação do nível do rio, a Prefeitura acionou o Plano de Contingência e mobilizou equipes de diferentes secretarias para monitorar as áreas de risco.

Moradores dos bairros Capuavinha, Progresso e Farid Calil, além do Condomínio Pontim, foram orientados sobre a situação. Uma família chegou a acionar a Defesa Civil durante a madrugada, mas posteriormente desistiu do atendimento. Até o início da manhã, não havia registro de pessoas desalojadas ou desabrigadas.

Entre os pontos monitorados pelo município, os maiores acumulados em 24 horas foram registrados no Jardim Paviotti, com 73,8 mm, e nas Chácaras Mirim, com 65,2 mm.

Campinas registra quedas de árvores e alagamentos

Em Campinas, a chuva também provocou transtornos durante a madrugada e o início da manhã. A Defesa Civil registrou quedas de árvores e galhos, além de dois muros que desabaram no Jardim Maracanã.

Na Avenida Heitor Penteado, houve alagamento de média proporção na pista interna, próximo ao Kartódromo. O trecho não precisou ser bloqueado e permaneceu sob monitoramento.

Uma árvore de grande porte caiu na Rua Alberto Bosco, na região da Nova Aparecida, bloqueando totalmente a via. Outra ocorrência foi registrada na Avenida da Saudade, onde uma árvore caiu próximo à Avenida Ângelo Simões e também interditou a passagem de veículos.

Já na Rua Alfredo da Costa Figo, um alagamento de grande proporção deixou um veículo preso na água. Um guincho foi acionado para fazer a remoção.

Um ponto de medição no Ribeirão das Cabras registrou 88 mm de chuva em 24 horas, enquanto o equipamento localizado no Satélite Íris I marcou 58 mm.

Valinhos e Paulínia também registram ocorrências

Em Valinhos, um alagamento interditou uma alça do Trevo de Valinhos, no Anel Viário Magalhães Teixeira (SP-083), na manhã desta sexta-feira. Segundo a concessionária responsável pelo trecho, o bloqueio não provocava lentidão significativa no trânsito.

Em Paulínia, a Defesa Civil informou um acumulado de 78 mm de chuva entre a madrugada e a manhã. Houve um registro de fiação rompida na região central, mas, até o período informado, não foram registradas vítimas, quedas de árvores ou pontos de alagamento no município.

A Defesa Civil reforçou a orientação para que a população evite áreas alagadas e não tente atravessar trechos com grande acúmulo de água durante períodos de chuva intensa.

Jornal Aqui Paulínia

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