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O mercado chinês voltou a cumprir, em 2025, o papel que já se tornou habitual: mostrar com antecedência para onde a mobilidade elétrica global está caminhando. Os dados mais recentes de vendas de veículos elétricos e híbridos plug-in (NEV), compilados a partir de informações do CarNewsChina, deixam uma mensagem clara – quem vence na China não é o carro mais tecnológico ou sofisticado, mas o que entrega eficiência, preço competitivo e escala industrial.
No topo do ranking aparece um nome que já está ficando conhecido aqui no Brasil, o Geely EX2, vendido por lá como Galaxy Xingyuan, um compacto elétrico que superou 465 mil unidades vendidas ao longo do ano. O modelo, que nasceu sob a submarca Geometry e depois foi incorporado à família Galaxy, mostra como a Geely tem conseguido transformar engenharia local em volumes massivos – algo que poucas marcas globais conseguem replicar.

Foto de: MIIT
Logo atrás surge outro fenômeno urbano: o Wuling Hongguang Mini EV, com mais de 435 mil unidades. Minimalista, barato e pensado para deslocamentos curtos, ele segue como prova de que o carro elétrico não precisa ser aspiracional para ser desejado. Precisa ser funcional.
A Tesla Model Y aparece em terceiro lugar, com 425 mil unidades, mantendo-se como uma das raras exceções estrangeiras capazes de competir de igual para igual com os fabricantes locais. Ainda assim, o dado mais revelador vem do conjunto: apenas dois modelos não chineses aparecem no top 20 – Model Y e Model 3. Todo o resto é produção local.
Isso não indica fracasso da Tesla, mas sim algo mais estrutural: o mercado chinês deixou de ser moldado por referências externas. Hoje, ele impõe seus próprios padrões.
Os 7 carros elétricos mais vendidos da China em 2025
Posição | Modelo | Marca | Vendas em 2025 |
1º | Galaxy Xingyuan | Geely | 465.775 |
2º | Hongguang Mini EV | Wuling | 435.599 |
3º | Model Y | Tesla | 425.337 |
4º | Qin Plus | BYD | 387.315 |
5º | Seagull | BYD | 310.956 |
6º | Qin L | BYD | 264.671 |
7º | SU7 | Xiaomi | 258.164 |
Fonte: CarNewsChina
Se a liderança geral ficou com a Geely, a BYD é quem mais ocupa espaço no ranking. Nove modelos da marca aparecem entre os 20 mais vendidos, incluindo Qin Plus, Seagull (Dolphin Plus), Qin L e Seal 06. O segredo não está em um best-seller isolado, mas em um portfólio amplo, que cobre do carro urbano ao sedã médio eletrificado.
Esse ponto ajuda a explicar por que a BYD vem ganhando tanta tração também fora da China – inclusive no Brasil, onde emplacou nada menos que mais de 110 mil carros no ano passado. Modelos compactos, preços agressivos e rápida adaptação às demandas locais fazem parte da mesma equação.

Foto de: Xiaomi
Outro sinal de maturidade aparece com a presença de marcas mais recentes e até de origem tecnológica. O Xiaomi SU7, por exemplo, já figura entre os dez mais vendidos, enquanto nomes como Xpeng, Li Auto e Aito também aparecem no top 20. Não se trata mais de apostas: são operações em escala.
Um dado sintetiza bem esse cenário: todos os dez primeiros colocados superaram a marca de 200 mil unidades vendidas em 2025. É um volume que deixa claro que veículos elétricos e híbridos plug-in já são parte estrutural do mercado chinês – não uma tendência passageira.
Para mercados como o brasileiro, o ranking funciona como um espelho do futuro próximo. Compactos elétricos, híbridos eficientes e marcas chinesas dominando a conversa não são exceção. São o novo normal.
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Fonte: UOL









