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Após críticas de Lula à campanha eleitoral, o governo orientou ministros a intensificarem a gravação de vídeos nas redes sociais, defendendo a gestão e rebatendo ofensas de Flávio Bolsonaro.
O ministro Sidônio Palmeira e o vice-presidente Alckmin pediram foco em selfies e vídeos que exaltem as obras do governo.
Alckmin atuará como coordenador de campanha, enquanto Lula começou a publicar vídeos, provocando Bolsonaro e defendendo propostas como a nova escala de trabalho.
Além da mobilização digital, ministros da área econômica planejam encontros com empresários e anunciar medidas do governo antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O governo também considera uma reforma do Judiciário em resposta à crise no STF.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Brasília – Após críticas do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à campanha eleitoral no primeiro turno, que terminou com o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente nas urnas, o governo orientou que seus ministros intensifiquem a gravação de vídeos nas redes sociais defendendo os feitos da gestão Lula 3 ou rebatendo eventuais ofensas do adversário Flávio Bolsonaro (PL), como parte central da estratégia para tentar reeleger o petista.
O NeoFeed apurou que o ministro Sidônio Palmeira (Secom), que chegou a ser culpado internamente na campanha pelo desempenho de Lula no primeiro turno, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, pediram aos ministros do governo que priorizem selfies e vídeos para exaltar obras, medidas e entregas da atual administração.
O encontro ocorreu na noite da terça-feira, 6 de outubro, na casa do ministro Wolney Queiroz (Previdência) em Brasília. O presidente Lula não esteve no encontro.
Com o diagnóstico de que a postura na campanha à reeleição de Lula para o segundo turno precisa mudar, também foi decidido que Alckmin atuará na prática como um coordenador de campanha.
Governador de São Paulo por quatro mandatos, o político tem trânsito no chamado “PIB”, formado por empresários principalmente paulistas, muitos deles industriais – Alckmin também foi ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mas saiu do cargo em abril para se dedicar à campanha, sendo substituído por Márcio Elias Rosa, antes secretário-executivo da Pasta.
A determinação da campanha foi logo em prática logo em seguida. No dia seguinte, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, usou a sua conta pessoal nas redes para retrucar a campanha de Flávio, sobre possíveis impactos do ajuste fiscal na educação e mostrar que o Orçamento anual para a área no atual governo superou o da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A assessora econômica do Flávio Bolsonaro [Daniela Marques] acabou de dizer que não vai cortar dinheiro da educação. E ela está mentindo mais uma vez, porque ela vai fazer um corte de 1,5% do PIB”, disse Barchini.
O próprio presidente Lula começou a publicar esses vídeos na quarta. Em um deles, o petista defende o fim da escala 6×1 no Brasil, que vem contando com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para destravar a votação em plenário da PEC sobre o tema.
“Eu quero saber como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu quero saber como é que ele vai orientar o PL para votar”, provocou Lula no vídeo postado nas suas redes sociais – esse e o segundo vídeo convocando as pessoas a irem votar tiveram juntos 4,3 milhões de adesões até o momento, somente no Instagram.
O ministro José Guimarães (Relações Institucionais) também publicou vídeo similar, defendendo a nova escala de trabalho 5×2 (cinco dias de trabalho) e criticando o modelo defendido por Flávio Bolsonaro, baseado em negociações coletivas de trabalhadores com patrões.
Nesta quinta, 8 de outubro, Lula já gravou outro vídeo, em que defende a aprovação da PEC da Segurança, que já passou pela Câmara e aguarda votação pelo Senado. A proposta amplia o papel do governo federal na segurança pública.
Segundo um ministro contou ao NeoFeed, Lula foi convencido a replicar nas redes o mesmo comportamento que geralmente adota em ações na rua, seja em inaugurações de obra, entrega de casas populares ou ações sociais de seu governo quando visita os Estados, por exemplo.
Lula tinha resistência ao formato, por ser um crítico do uso excessivo do celular – ele costuma comentar a auxiliares que os jovens deveriam passar mais tempo estudando do que com o aparelho.
Corpo a corpo
Mas a estratégia da campanha de Lula para tentar reverter o resultado eleitoral do primeiro turno, não passa apenas pela mobilização digital. Ministros da área econômica também pretendem manter encontros com empresários e agentes econômicos nas semanas que antecedem o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
O ministro George Santoro (Transportes), por exemplo, deve reforçar a carteira de concessões em infraestrutura lançada no governo, em evento na B3, na próxima semana. Na ocasião, ele vai anunciar até 13 projetos de concessões em rodovias e 15 ferroviárias.
E a expectativa é que o ministro Dario Durigan (Fazenda) também faça novas reuniões com empresários e integrantes do setor financeiro. Ele mantém uma agenda frequente com o mercado financeiro.
Além da maior articulação dos ministros, também é esperado o anúncio de medidas do governo, antes do segundo turno. Depois de editar uma medida provisória que suspende a atividade das bets, o Executivo pode propor uma reforma do Judiciário nas próximas semanas.
O NeoFeed apurou que há uma PEC pronta nesse sentido, mas que o governo avalia se lança mão dessa estratégia ou chama juristas e especialistas na área para um debate público antes.
A medida seria uma resposta direta à crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF), que inclusive teria respingado na votação do último domingo, 4 de outubro, de acordo com interlocutores da campanha petista.








