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A BYD deu um salto importante no transporte público elétrico brasileiro em 2025. Segundo dados da Fenabrave, a fabricante emplacou 195 ônibus elétricos ao longo do ano, um volume mais de quatro vezes superior ao registrado em 2024, quando havia contabilizado 47 unidades. O desempenho colocou a marca na terceira posição entre as fabricantes de ônibus elétricos no Brasil, considerando apenas os emplacamentos próprios.
O número ajuda a entender como a eletrificação começa, aos poucos, a ganhar escala no transporte coletivo. Diferentemente do mercado de carros elétricos, onde a decisão é individual, os ônibus avançam no ritmo das políticas públicas, das licitações e dos contratos firmados por prefeituras e operadores urbanos. É um processo mais lento – e também mais previsível.

Foto de: BYD
Grande parte dos ônibus elétricos da BYD em operação está concentrada em grandes cidades, especialmente em São Paulo e também em São José dos Campos. A capital paulista já soma mais de 260 veículos da marca rodando no sistema de transporte, resultado de um esforço contínuo de renovação da frota ao longo dos últimos anos.
A presença industrial no Brasil também pesa nessa equação. A BYD produz chassis de ônibus elétricos em Campinas (SP), unidade que atingiu em 2025 a marca de 600 unidades fabricadas desde o início da operação. Ter produção local ajuda a encurtar prazos, adaptar os veículos às exigências brasileiras e reduzir incertezas para quem opera frotas públicas.

Mesmo com o avanço, o setor ainda enfrenta limites claros. O custo inicial elevado, a necessidade de infraestrutura de recarga dedicada e a dependência de financiamento público continuam sendo fatores decisivos para a expansão do ônibus elétrico no país. Na prática, o crescimento segue concentrado em cidades com planejamento e orçamento definidos.
Ainda assim, o desempenho da BYD ao longo de 2025 reforça uma mudança importante de patamar. O ônibus elétrico deixou de ser exceção ou vitrine tecnológica e passou a ocupar um espaço mais consistente na mobilidade urbana brasileira. O próximo passo depende menos da tecnologia – que já se provou viável – e mais da continuidade das políticas que sustentam essa transição.
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Fonte: UOL









