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Brasil cria normas para manutenção de carros elétricos e híbridos

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A manutenção de veículos elétricos e híbridos no Brasil passará a seguir uma norma específica de qualificação profissional. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) apresentou a PR 1025, primeiro documento brasileiro que estabelece regras de capacitação para técnicos responsáveis por reparar ou inspecionar sistemas de alta tensão em carros eletrificados.

A nova diretriz foi elaborada pela ABNT em parceria com o IQA (Instituto da Qualidade Automotiva) e apresentada durante a COP 30, após dois anos de debates entre montadoras, oficinas, centros de pesquisa, Senai, Sindirepa e Anfavea. O objetivo é padronizar o trabalho em veículos eletrificados, reduzindo riscos de acidentes envolvendo baterias e motores de tração, que operam em tensões muito superiores às de veículos a combustão.

A norma cria três níveis de certificação para profissionais de manutenção. O Nível 1 cobre serviços mecânicos e básicos no interior do veículo, o Nível 2 é voltado a intervenções em baixa tensão e suporte ao especialista, enquanto o Nível 3 habilita o técnico a atuar em sistemas de alta tensão, como módulo de potência, inversores, motor elétrico e bateria de tração — considerados áreas críticas.

Para trabalhar com carros híbridos e elétricos, os profissionais deverão comprovar mínimo de 160 horas de formação específica ou dois anos de experiência, além de passar por treinamento adicional de 40 horas. A certificação também precisa ser renovada e deve ser específica para o tipo de sistema e tecnologia utilizada pelo veículo atendido.



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Com o crescimento da frota eletrificada no país — impulsionada pelo aumento de 89% nas vendas em 2024 e uma produção que superou 126 mil unidades em 2025 — o volume de carros fora da garantia tem aumentado, ampliando a busca por manutenção fora das concessionárias. Sem padronização, muitos proprietários ficam expostos a oficinas sem preparo para lidar com componentes de alta voltagem.

A norma pretende justamente reduzir esse risco ao exigir instrução adequada, uso de equipamentos de proteção, áreas de isolamento, ferramentas específicas e procedimentos de segurança inspirados em padrões internacionais. Assim, oficinas que realizarem serviços em veículos eletrificados sem profissionais capacitados poderão perder respaldo técnico e jurídico em caso de acidentes.

A PR 1025 está em fase de Consulta Nacional, etapa final antes da validação completa. A partir de sua oficialização, montadoras, oficinas independentes, redes de pós-venda e instituições de ensino técnico precisarão adequar currículos, contratos de serviço e certificações profissionais.

A previsão é de que o setor adote gradualmente o modelo, com oficinas identificando técnicos certificados e consumidores podendo exigir provas de qualificação para o reparo de veículos elétricos e híbridos.

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Fonte: UOL

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