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Asaas faz sua maior captação em FIDC e injeta R$ 300 milhões no crédito para PMEs


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O Asaas captou R$ 300 milhões para seu terceiro FIDC, a maior captação da empresa, visando atender à crescente demanda por antecipação de recebíveis, em meio à expansão dos pagamentos parcelados, especialmente via cartão de crédito.

Desde 2023, o Asaas já captou R$ 150 milhões em FIDCs, com R$ 1,4 bilhão antecipados em 2026, totalizando R$ 4 bilhões desde o início. Atualmente, 30% dos 300 mil clientes ativos utilizam a antecipação, que representa 90% da operação de crédito da empresa.

Apesar do crescimento, a operação de crédito responde por apenas 15% da receita total, com a Asaas tendo planos para diversificar as fontes de financiamento e reduzir a dependência do FIDC, que continuará sendo uma parte importante da estratégia de crédito.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O Asaas levantou R$ 300 milhões para seu terceiro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), veículo que ganhou espaço na estratégia de crédito da plataforma de gestão e automação financeira para pequenas e médias empresas (PMEs), em meio ao forte crescimento da demanda por antecipação de recebíveis.

A operação é a maior captação já realizada pela empresa investida pelo Bond e SoftBank nesse tipo de instrumento e ocorre em um momento em que a expansão dos pagamentos parcelados vem aumentando a necessidade de capital de giro das empresas.

“Olhando para os meios de pagamento que os pequenos negócios têm vendido, o Pix cresceu, mas o cartão de crédito está crescendo muito, com as pessoas cada vez mais abertas a receber pagamentos parcelados”, afirma João Vitor Possamai, CFO do Asaas, ao NeoFeed. “E quando você faz isso e está dando parcelamento, você tem naturalmente a demanda pela antecipação.”

A nova emissão, realizada com investidores institucionais, foi dividida em R$ 280 milhões em cotas seniores e R$ 20 milhões em cotas subordinadas, mantidas pelo próprio Asaas. A cota sênior apresenta retorno de CDI mais 1,15%. A Kanastra é responsável pela gestão e administração do fundo.

A oferta dá continuidade a uma estratégia de funding iniciada em 2023, quando o Asaas estruturou seu primeiro FIDC, de R$ 50 milhões, voltado à antecipação de recebíveis. Em agosto de 2025, a companhia captou outros R$ 100 milhões.

O aumento no volume captado acompanha o crescimento da antecipação. Somente em 2026, o Asaas antecipou R$ 1,4 bilhão em recebíveis para seus clientes. Desde o início da operação, o volume acumulado chega a R$ 4 bilhões.

A antecipação vem ganhando penetração na base de clientes. Atualmente, cerca de 30% dos 300 mil clientes ativos mensais utilizam o produto, ante algo entre 18% e 20% há dois anos e meio. Cerca de 90% da operação de crédito do Asaas corresponde à antecipação de recebíveis, que segue como principal frente da vertical.

“Esses R$ 300 milhões adicionais encaixam muito com o nosso crescimento. A gente tem crescido bastante desde 2023, por isso que a gente foi captando mais”, afirma Possamai.

O avanço da antecipação fez com que os FIDCs ganhassem relevância no Asaas. Hoje, cerca de 80% das antecipações realizadas pela companhia são financiadas via FIDC. O restante é bancado por capital próprio e recursos de bancos e adquirentes.

A vantagem do FIDC, segundo Possamai, está justamente no fato de ser uma estrutura dedicada à antecipação de recebíveis. Isso permite ao Asaas contar com uma fonte de recursos menos dependente das oscilações do mercado.

“Ele é dedicado a essa operação. Então, não interessa o que vai acontecer no mercado ou se deu alguma incerteza. A gente consegue esse funding dedicado porque ele é para isso”, diz o CFO. “Essa certeza de funding é o principal fator aqui que ajuda muito os nossos clientes.”

O CFO destaca ainda que o risco predominante da carteira está relacionado a chargebacks — contestações de transações já realizadas — e não à inadimplência tradicional. A taxa de chargeback do Asaas fica em torno de 0,5%, abaixo de uma referência de mercado de aproximadamente 1%, segundo Possamai.

Apesar desses avanços, a operação de crédito representa uma parcela relativamente limitada da receita do Asaas. A modalidade responde atualmente por cerca de 15% da receita da companhia e, segundo Possamai, a expectativa é manter essa participação aproximadamente nesse patamar.

Mesmo com a meta de superar R$ 1 bilhão em receita anual em 2026 e R$ 2 bilhões em 2027, Possamai diz que a estratégia é manter o crescimento do crédito sem tornar a empresa excessivamente dependente de um negócio naturalmente cíclico.

“Para ser uma empresa sustentável, para a gente poder ganhar dinheiro em crédito, mas também ter uma empresa sustentável e não depender do crédito, que é um mercado naturalmente cíclico, a gente tem que ter outras fontes de receita”, afirma.

Ele diz ainda que o FIDC continuará sendo uma peça importante da estratégia de crédito, com novas captações previstas para o futuro. Mas a companhia pretende diversificar suas fontes de financiamento.

O Asaas recebeu autorização para operar como financeira em dezembro de 2025 e passou a ter acesso a instrumentos que não estavam disponíveis anteriormente. Entre as alternativas estão letras financeiras e CDBs.

A expectativa é que esses instrumentos permitam ao Asaas reduzir, ao longo do tempo, a dependência relativa do FIDC, sem abandonar a estrutura dedicada à antecipação de recebíveis.

“O FIDC não vai ser uma parte tão grande quanto ele é hoje, porque eu vou poder crescer e diversificar o funding ainda mais. Mas ele continua sendo uma parte importante por ter esse perfil de ser um funding dedicado a um propósito específico, regulado, com os controles bem amarrados, acessando fundos institucionais”, afirma Possamai.



Fonte: NeoFeed

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