Atrasos, ônibus lotados e problemas nas condições dos veículos estão entre as principais queixas; consórcio responsável pelo serviço é alvo de processo administrativo
A fiscalização sobre o transporte metropolitano de Sumaré foi reforçada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) nesta quinta-feira (3). A operação ocorreu no Terminal Rodoviário do município e teve como objetivo verificar o cumprimento dos horários, a lotação dos ônibus e as condições da frota que atende a região.
A medida ocorre após o registro de reclamações de passageiros relacionadas principalmente aos atrasos e à superlotação dos veículos.
De acordo com dados da Artesp, até julho deste ano foram registradas 85 reclamações envolvendo linhas metropolitanas com origem ou destino em Sumaré. Desse total, 50 queixas foram relacionadas a atrasos, 17 à superlotação e sete às condições dos ônibus. Também foram apontados problemas como alterações nos horários, mudanças de itinerário, falhas na prestação do serviço e veículos que não teriam parado nos pontos de embarque.
Entre as linhas que têm saída pelo terminal estão as de números 636, 639, 644, 653, 654, 655, 668 e 749. Outras cinco — 636EX1, 636PR2, 638, 652 e 740 — passam pelo terminal durante seus trajetos.
Segundo a agência, grande parte das reclamações é feita por passageiros de Campinas e Hortolândia que utilizam as linhas metropolitanas que circulam por Sumaré.
Fiscalização encontrou novas irregularidades
Durante a operação desta quinta-feira, os fiscais identificaram novos problemas na operação das linhas que atendem a região. Entre as ocorrências verificadas estão falhas nas partidas e atrasos.
A Artesp informou que o acompanhamento do serviço continuará sendo realizado para avaliar os indicadores de operação. Até a publicação da reportagem, porém, a agência ainda não havia divulgado um balanço detalhado das irregularidades constatadas durante a fiscalização.
Consórcio responde a processo administrativo
O serviço prestado pelo Consórcio Bus+ vem sendo acompanhado de forma contínua pela Artesp desde março. Segundo a agência, são realizadas verificações das condições dos veículos, dos horários e da lotação, com vistoria em toda a frota.
As irregularidades identificadas levaram à abertura de um processo administrativo por descumprimento das obrigações previstas no contrato. A Artesp também informou que o consórcio não teria apresentado um plano de melhoria. O procedimento pode resultar na caducidade do contrato, conforme as regras previstas no acordo e no anexo de penalidades.
A agência afirma ainda que mantém fiscalizações diárias em rodovias, terminais e outros pontos estratégicos do Estado, com o objetivo de verificar o cumprimento das normas pelas empresas de transporte. Entre os itens avaliados estão a documentação, os horários de partida, equipamentos de segurança e demais exigências relacionadas aos veículos.
Falta de motoristas é apontada como um dos problemas
Em posicionamento sobre as dificuldades enfrentadas na operação, o Consórcio Bus+ afirmou que a falta de motoristas é atualmente o principal problema nas linhas intermunicipais e tem impacto direto no funcionamento do serviço.
A empresa também citou os congestionamentos nas rodovias, especialmente nos horários de maior movimento, como outro fator que interfere no cumprimento dos horários previstos.
Como medida para enfrentar a falta de profissionais, o consórcio informou que pretende desenvolver um programa de formação de novos motoristas, com foco principalmente na participação de mulheres. A expectativa, segundo a empresa, é regularizar o atendimento aos passageiros o mais rapidamente possível.









