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Alta nas baterias na China coincide com início da produção de EVs no Brasil

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O mercado global de veículos elétricos pode estar entrando em uma nova fase de pressão de custos. Fornecedores chineses de materiais para baterias começaram a anunciar aumentos de preços, em alguns casos de até 15%, justamente no momento em que o Brasil se prepara para iniciar a produção local de EVs, com projetos confirmados de GM, BYD e Geely a partir de 2026.

Entre os anúncios recentes está o da Hunan Yuneng New Energy, uma das principais fornecedoras chinesas de materiais catódicos para baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), que atende empresas como CATL e BYD.



Linha de montagem da Chevrolet em Horizonte (CE)

Foto de: Leonardo Fortunatti

A companhia informou que, a partir de janeiro de 2026, aumentará em 3.000 yuans (R$ 2.300) por tonelada a taxa de processamento de toda a sua linha de produtos LFP, com a possibilidade de novos reajustes caso o mercado de matérias-primas continue volátil. Outro fornecedor, a Dejia Energy, anunciou um aumento de até 15% no preço de baterias a partir de dezembro de 2025, citando o encarecimento dos insumos.

Os reajustes refletem uma escalada rápida nos preços de componentes-chave da cadeia de baterias. O hexafluorfosfato de lítio, usado como sal condutor nos eletrólitos, mais que dobrou de preço em apenas dois meses na China. Já o óxido de lítio e cobalto, empregado em determinadas químicas de baterias, acumulou alta superior a 150% ao longo de 2025. O carbonato de lítio grau bateria, por sua vez, superou a marca de 94 mil yuans (R$ 72 mil) por tonelada, com impacto direto nos custos das baterias LFP, hoje predominantes no mercado chinês.



BYD - produção na fábrica de Camaçari (BA)

BYD – produção na fábrica de Camaçari (BA)

Foto de: BYD

Atualmente, as baterias de fosfato de ferro-lítio respondem por cerca de 81,5% da capacidade instalada no mercado de baterias de tração da China. Essa química também é a base de grande parte dos veículos elétricos e híbridos plug-in vendidos no Brasil, especialmente nos modelos de marcas chinesas. Por isso, mesmo sendo considerada uma solução mais barata e estável, o LFP não está imune à pressão de custos observada na cadeia global.

Esse cenário ganha relevância adicional quando analisado à luz dos planos industriais no Brasil. A Geely já anunciou oficialmente o início da produção local no Paraná no segundo semestre de 2026. A BYD, por sua vez, iniciou a montagem de veículos em regime SKD em Camaçari (BA) e pretende avançar no processo de nacionalização ao longo de 2026. A GWM já produz em Iracemápolis (SP), com um índice de conteúdo nacional em crescimento, especialmente em carroceria, chassi e processos industriais.

Apesar desses avanços, a bateria segue sendo o componente mais sensível da equação. Mesmo com montagem local, a maior parte das células, materiais catódicos e insumos químicos ainda depende da cadeia global, fortemente concentrada na China. Na prática, isso significa que a produção nacional ajuda a reduzir custos logísticos e tributários, mas não isola completamente o mercado brasileiro das oscilações internacionais no preço das baterias.

No caso da BYD, a verticalização da cadeia tende a oferecer maior previsibilidade de fornecimento e alguma proteção de margem, mas nem mesmo esse modelo elimina o impacto direto do aumento das matérias-primas. Já Geely e GWM, que dependem mais de fornecedores externos de baterias, podem sentir com mais intensidade eventuais gargalos de oferta ou repasses de custo ao longo de 2026.

Para o consumidor brasileiro, o movimento não indica necessariamente uma alta imediata de preços, mas ajuda a explicar por que o ciclo de quedas agressivas observado nos últimos dois anos pode perder força. A eletrificação segue avançando, a produção local é um passo relevante, mas a base industrial do veículo elétrico continua conectada a uma cadeia global complexa, sujeita a pressões que vão além do controle das montadoras instaladas no país.

Fonte: CarNewsChina

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Fonte: UOL

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