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Em junho, a Jio Platforms solicitou uma oferta pública inicial (IPO) que pode se tornar a maior da história da Índia.
Controlada pela Reliance Industries de Mukesh Ambani, a empresa já recebeu mais de US$ 20 bilhões em propostas de investidores, incluindo Fidelity, Allianz e Capital Group.
A listagem deve ocorrer até 30 de outubro, com um valuation projetado de até 10,3 bilhões de rúpias (US$ 108 bilhões), embora abaixo dos US$ 170 bilhões inicialmente esperados.
A Jio detém 100% da Reliance Jio Infocomm, que possui mais de 526 milhões de assinantes, quase 50% do mercado indiano. O grupo planeja expandir seus serviços, incluindo a implementação de uma rede de satélites de baixa órbita, e tem investido em inteligência artificial e infraestrutura digital.
A negociação do IPO está sendo liderada por Akash Ambani, filho de Mukesh Ambani.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Em junho deste ano, o pedido preliminar da Jio Platforms para uma oferta pública inicial de ações alimentou as apostas de que esse poderia ser o maior IPO da história do mercado de capitais da Índia. Quatro meses depois, a companhia parece estar traçando o caminho para cumprir essa promessa.
Controlada pela Reliance Industries, holding de Mukesh Ambani, um dos homens mais ricos da Índia, a operadora de telefonia móvel e provedora de serviços digitais já atraiu mais de US$ 20 bilhões em propostas para a sua abertura de capital.
Segundo a agência Bloomberg, que cita fontes familiarizadas com esse processo, investidores globais como Fidelity, Allianz e Capital Group, entre outros nomes internacionais e locais, integram essa relação de interessados em embarcar no IPO da companhia.
Nenhum dos investidores da empresa, um grupo que inclui Meta, Alphabet, Mubadala e o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, pretende sair da operação no IPO, já que, segundo o prospecto, a oferta será inteiramente primária.
A relação final de investidores âncora da listagem deverá ser definida nos próximos dias. A projeção da companhia é tocar a campainha na National Stock Exchange of India (NSE) antes do dia 30 de outubro e alcançar um valuation de até 10,3 bilhões de rúpias (US$ 108 bilhões).
Apesar de estar abaixo dos US$ 170 bilhões esperados inicialmente pela empresa, o montante em questão supera, de longe, o valor de mercado de aproximadamente US$ 19 bilhões registrado pela Hyundai Motor India em sua listagem em outubro de 2024, até aqui, a maior da história no país.
Na oportunidade, a Hyundai Motor India levantou 279 bilhões de rúpias. Agora, segundo cálculos da Bloomberg, a Jio Platforms poderia captar cerca de 302 bilhões de rúpias no limite superior da faixa de preço, o equivalente a aproximadamente US$ 3,1 bilhões.
Realizadas em Hong Kong, Londres e Nova York, as negociações em direção a essa cifra estão sendo lideradas por Akash Ambani, diretor-geral da Jio Platforms e filho mais velho de Mukesh Ambani, empresário dono de uma fortuna estimada em US$ 76,5 bilhões.
De acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, os investidores têm pressionado Akash e seu time sobre a meta de avaliação da empresa. Os planos para cobrar por serviços digitais e pelas diversas plataformas da companhia são outros pontos que têm sido colocados na mesa.
Alguns dados embalam as expectativas elevadas em torno do IPO. A Jio Platforms detém 100% dos negócios da Reliance Jio Infocomm, provedora de internet fixa e móvel na Índia com mais de 526 milhões de assinantes no país – quase 50% do mercado local.
Como referência, a Bharti Airtel, a segunda colocada nesse ranking, tem uma fatia de aproximadamente 35% no segmento e, com capital aberto na NSE, está avaliada em aproximadamente US$ 118 bilhões.
A Reliance Jio Infocomm é um dos braços que a Jio Platforms pretende expandir a partir do IPO. Um dos planos em avaliação é a implementação de uma rede de satélites de baixa órbita na Índia, o que colocaria a empresa como uma concorrente da Starlink, divisão da SpaceX nesse espaço.
Em 2025, a SpaceX anunciou acordos com a própria Jio e com a Bharti Airtel para implementar os serviços da Starlink em todo o país. Mas, desde então, enfrentou algumas barreiras impostas pelo governo indiano e pouco avançou nesse projeto.
Além dessa aposta e da liderança obtida em seu negócio principal a partir de planos de dados móveis de baixo custo, a Jio Platforms e a Reliance têm investido na expansão em frentes como inteligência artificial (IA) e infraestrutura digital.









