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O que o CEO da Petland viu na economia prateada


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Rodrigo Albuquerque, fundador da Petland Brasil, vai entrar no mercado de sênior living, inicialmente como COO da Terça da Serra, a maior rede do setor no Brasil, com opção de virar sócio em 12 meses.

Ele se une aos fundadores Joyce Duarte Caseiro e Pedro Moraes, visando explorar a economia prateada, que já movimenta R$ 2 trilhões anualmente e representa 39% do PIB.

A Terça da Serra, com 124 unidades e previsão de 300 até 2030, busca faturar R$ 1 bilhão. Albuquerque planeja otimizar a operação, organizando fornecedores e expandindo a rede, incluindo a conversão de moradias existentes.

A companhia também tem como sócio o grupo SMZTO, de José Carlos Semenzato. Rodrigo Albuquerque seguirá na operação da Petland.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Doze anos após trazer para o Brasil a rede americana de pet shops Petland, e consolidar-se como a terceira maior companhia do setor, o empresário Rodrigo Albuquerque enxergou uma oportunidade de entrada em outro negócio promissor: a economia prateada.

Em paralelo ao universo de varejo e prestação de serviços voltados a animais de estimação, ele agora entra no mercado de sênior living. Para isso, Albuquerque se uniu à médica Joyce Duarte Caseiro e ao economista Pedro Moraes, casal fundador da rede Terça da Serra, maior companhia do segmento no Brasil.

“É um negócio que chega ao breakeven em cinco ou seis meses e uma demanda crescente. É uma característica de negócio espetacular, em um mercado que só está começando no Brasil”, diz o CEO e fundador da Petland Brasil, ao NeoFeed.

O raciocínio de Albuquerque vai de encontro ao aumento da população idosa na economia brasileira. Pela primeira vez na história, o Brasil tem, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais pessoas acima de 60 anos (15,6% da população) do que jovens entre 15 e 24 anos (14,8%). Isso significa mais de 32 milhões de idosos no país.

Hoje, a economia prateada movimenta cerca de R$ 2 trilhões ao ano. Além disso, o público idoso já responde por 39% do Produto Interno Bruto (PIB). Neste sentido, o avanço do sênior living é visto pelo mercado como uma enorme avenida de oportunidade.

Foi esse horizonte que fez o empresário se interessar pela Terça da Serra. Hoje com 124 unidades em 25 estados e 70 municípios e mais 40 em implementação até 2027. A rede premium de moradias para idosos deve alcançar receita de R$ 300 milhões em 2026. E projeta chegar a 300 casas em 2030, com um faturamento de R$ 1 bilhão.

No primeiro movimento de entrada na operação, Albuquerque assume, em 1º de outubro, como COO da Terça da Serra. Na negociação já consta a opção de adquirir participação acionária da empresa no prazo de até 12 meses. Os sócios não revelam o percentual que será adquirido. A companhia já tem como sócio, desde 2021, o grupo SMTZO, de José Carlos Semenzato.

O modelo de negócios é via franquias, em que a franqueadora tem como principal fonte de receita os royalties dos franqueados. Joyce, atual CEO da rede, e Moraes, que é o CFO, também são donos de três unidades.

A missão inicial de Albuquerque, em uma primeira fase, é ajudar na organização de fornecedores, gerar valor para o franqueado e para a própria franqueadora. Outro plano é garantir outras linhas de receita para o grupo.

“Um exemplo disso é o volume de fraldas. São 18 mil por dia, em que cada franqueado compra de um lugar. Seria importante ter um fornecedor único. Fiz muito isso na Petland. É bom para todo mundo”, diz Albuquerque.

O CEO da Petland também vai mirar o horizonte de expansão da rede de sênior living no Brasil. E, neste plano, está um formato que ele adotou muito em sua rede de lojas, que é o de conversão de bandeiras. Na prática, é comprar uma moradia de idosos já em funcionamento, ou uma pequena rede, e transformar em unidades da Terça da Serra.

“Está começando a ter bastante demanda de casas que querem fazer a conversão, e eu já tenho um playbook disso. É aplicar um modelo de conversão que eu já conheço”, diz o fundador da Petland Brasil.

Pedro Moraes, Rodrigo Albuquerque e Joyce Duarte Caseiro

Para atrair donos de casas de repouso e possíveis novos franqueados, ele já prepara a realização do Terça da Serra Day, que será em dezembro, em São Paulo, a exemplo do que ele já faz na sua rede de petshops no Brasil.

O tíquete médio da rede, que começou na cidade paulista de Jaguariúna, é de R$ 7 mil. Há unidades em que os valores chegam a R$ 20 mil.

Diferentemente de outro segmento imobiliário, o sênior living tem praticamente zero de inadimplência. O valor é pago antecipadamente pela família do idoso. No horizonte de crescimento, está a ampliação de unidades na região Sul e nas cidades do interior do Nordeste.

Mas há o desafio de conseguir um imóvel que possa atender a demanda dos serviços prestados. É necessário uma casa que tenha pelo menos 600 metros quadrados (m²) e 12 suítes. Por isso que, em muitas cidades, a disputa está com grandes incorporadoras, que normalmente buscam estes imóveis para transformar os terrenos em edifícios.

“Esse é um gargalo. É muito difícil achar uma casa que atenda bem às necessidades. Por isso, a empresa tem um time específico que busca pontos mesmo antes de franqueados”, diz o futuro COO.

Cada unidade implementada custa cerca de R$ 1 milhão. Ao todo, as casas da Terça da Serra cuidam de cerca de três mil idosos. E têm fila de espera.

Segundo Moraes, a chegada de Albuquerque no grupo vai ajudar o casal fundador a cuidar mais da gestão e da operação das casas.

“Já vínhamos querendo, há algum tempo, trazer alguém bom e experiente de mercado. Parte das operações eu cuidava, e parte a Joyce. Mas era difícil. Ela cuida de saúde e eu de finanças. Até que o Bruno Semenzato [CEO da SMTZO] falou do Rodrigo. E deu muito certo”, diz o CFO e fundador da Terça da Serra.

Para Joyce, era importante ter mais tempo para focar totalmente na operação da saúde do grupo. “Quero cuidar mais das certificações e ter mais tempo para cuidar da qualidade e da melhoria de processos. Por isso, é importante alguém para cuidar da operação e das franquias.”

A Terça da Serra começou em 2014, quando Joyce buscava um lugar para acolher seu avô, à época com 88 anos e que sofria com o Mal de Alzheimer. Mas ela não achou, nem na região de Campinas e nem em São Paulo, algo que considerasse adequado. Daí surgiu a ideia de montar seu próprio sênior living.

A atuação como executivo neste primeiro momento – e depois como sócio – na Terça da Serra, não muda, segundo Albuquerque, sua presença na operação da Petland. Na rede de petshops, ele tem a família Jereissati como sócia, com 28% de participação.

“Meu negócio na Petland está estabilizado, apesar do momento difícil do varejo como um todo no Brasil. Sigo atuando diretamente na operação e não muda em nada minha atuação por lá”, afirma.

E, claro, não há qualquer restrição para entrada de animais de estimação, o público-alvo da Petland, nas unidades da Terça da Serra.



Fonte: NeoFeed

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