Hortolândia

Hortolândia é alvo de operação contra grupo investigado por fraudes milionárias

Hortolândia está entre as cidades-alvo da Operação Paládio, deflagrada nesta terça-feira (22) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas, com apoio da Polícia Militar. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes milionárias por meio de falsos investimentos financeiros e de realizar lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, cumpridos em quatro estados. Além de Hortolândia, as diligências acontecem em São Paulo, Campinas e Paulínia (SP), Monte Sião (MG), Cuiabá e Sinop (MT) e Teresina (PI). Os locais onde as prisões foram realizadas ainda não foram divulgados.

Segundo as investigações, o grupo teria criado uma estrutura empresarial para atrair investidores com a oferta de aplicações apresentadas como seguras e de alta rentabilidade, supostamente relacionadas a empreendimentos imobiliários e ao agronegócio.

A captação dos investidores ocorria por meio de agências de intermediação. Uma delas funcionava em um edifício empresarial de alto padrão em Campinas e contava com estrutura tecnológica e logística que, segundo a investigação, ajudava a transmitir credibilidade às operações.

Os investigados também mantinham presença nas redes sociais e em programas de televisão, divulgando o suposto sucesso dos negócios. Com promessas de segurança e altos rendimentos, o grupo teria conseguido convencer vítimas a aplicar valores elevados.

Aplicativos simulavam investimentos

De acordo com o Gaeco, os valores recebidos das vítimas não eram destinados aos investimentos anunciados e teriam sido apropriados pelo grupo.

Para dar aparência de legalidade às operações, os investigados utilizavam empresas e aplicativos que simulavam instituições financeiras. As plataformas permitiam que os clientes acompanhassem valores que acreditavam ter aplicado e os supostos rendimentos.

Ainda segundo a investigação, parte dos rendimentos prometidos chegou a ser paga durante determinado período, aumentando a confiança das vítimas e contribuindo para a continuidade do esquema.

Investigação aponta possível lavagem de dinheiro

As apurações também identificaram indícios de que a estrutura empresarial teria sido utilizada para movimentar e ocultar recursos de outras atividades criminosas.

Segundo o Gaeco, empresas controladas pelo grupo teriam sido usadas para lavar dinheiro supostamente proveniente de crimes, incluindo recursos relacionados ao tráfico de drogas praticado por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os valores obtidos nas fraudes seriam misturados a recursos de outras origens nas contas das empresas investigadas, dificultando o rastreamento da movimentação financeira.

Em São Paulo, a operação conta com a participação do Gaeco e apoio do 1º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e da Corregedoria da Polícia Militar. A investigação continua para esclarecer a atuação dos envolvidos, a destinação dos valores movimentados e a possível participação de outras pessoas.

Jornal Aqui Paulínia

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