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Paramount faz acordo e tem caminho livre para negócio de US$ 110 bilhões com Warner Bros


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A Paramount Skydance fechou acordo com 12 procuradores-gerais estaduais que tentavam barrar a compra da Warner Bros. Discovery, removendo o principal obstáculo à operação de US$ 110 bilhões. O acerto prevê compromissos nas áreas de jornalismo, cinema e TV, além de penalidades em caso de descumprimento. CNN e CBS News terão um conselho editorial para preservar a independência das redações.

A Paramount também se comprometeu a lançar ao menos 30 filmes por ano nos dois primeiros anos após o fechamento, investir US$ 1,5 bilhão adicional em produção nos EUA e manter separados os contratos de distribuição de seus canais e dos da Warner.

O sindicato dos roteiristas também encerrou sua ação após acordo de US$ 17,5 milhões. Com isso, deixam de existir os dois processos que travavam a fusão. A empresa combinada deve nascer com cerca de US$ 80 bilhões em dívida e prevê mais de US$ 6 bilhões em sinergias.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Paramount Skydance fechou acordo com os 12 procuradores-gerais estaduais que tentavam barrar a compra da Warner Bros. Discovery, removendo o principal obstáculo ao fechamento de uma operação avaliada em US$ 110 bilhões, incluindo dívida.

Anunciado nesta segunda-feira, 21 de setembro, o acordo pode evitar que a empresa comece a pagar a partir de 1º de outubro a ticking fee (taxa de atraso), que a Paramount se comprometeu com os acionistas, caso a aquisição demore além do esperado.

A taxa é de US$ 0,25 por ação (cerca de US$ 650 milhões) a cada trimestre, se a operação não fechar até 30 de setembro. A cláusula foi uma das estratégias que a empresa ofereceu para vencer a Netflix na disputa pela Warner.

O acordo foi costurado com um grupo de estados liderado pela Califórnia e que inclui Nova York e Colorado. Foram previstos compromissos e penalidades em caso de descumprimento, mas não foram impostas mudanças estruturais imediatas ao grupo de David Ellison.

Na área de jornalismo, CNN e CBS News, que passarão ao mesmo controlador, terão um conselho editorial formado por jornalistas experientes para garantir a independência das redações. O tema era um dos mais sensíveis para os críticos da operação, que apontavam risco de interferência da família Ellison na cobertura. Ellison nega essa possibilidade.

Na parte de cinema, a Paramount se comprometeu a lançar 30 filmes por ano nos dois primeiros anos após o fechamento e 32 por ano do terceiro ao quinto, segundo a Bloomberg. Para cada filme que ficar abaixo da meta, pagará US$ 30 milhões, valor que financiará planos de saúde e previdência de trabalhadores do setor, ainda segundo a agência americana.

Se não cumprir os números, poderá ainda ser obrigada a vender sua fatia de 49% na Miramax, dividida com a beIN Media Group, do Catar. A empresa também assumiu o compromisso de investir ao menos US$ 1,5 bilhão adicionais em produção nos Estados Unidos nos próximos cinco anos e de destinar recursos a um programa de capacitação da indústria.

Nos canais de TV, a Paramount terá de negociar separadamente os contratos de distribuição de seus canais e dos da Warner. Se descumprir essa regra, será obrigada a vender um grupo de canais a cabo. Também se comprometeu a não vender os principais estúdios de Los Angeles. Mas, segundo o The Wall Street Journal, não precisou se comprometer a permanecer na Califórnia.

Os processos foram abertos em julho deste ano, sob o argumento de que a combinação concentraria poder nos mercados de cinema e de canais de TV. A operação já tinha sido aprovada pelo Departamento de Justiça, pela Comissão Europeia e pela autoridade de concorrência britânica.

O sindicato dos roteiristas (WGA), que também havia processado a Paramount para barrar a fusão, informou que fechou um acordo separado. Foi acordado que a empresa pagará US$ 17,5 milhões a um fundo de saúde para trabalhadores da indústria, além dos honorários advocatícios do sindicato.

Segundo a Bloomberg, a Paramount também se comprometeu a assumir proteções para jornalistas da CBS e da CNN, que incluem exigências de número mínimo de funcionários nas duas redações.

O peso da conta, porém, permanece. A empresa combinada deve nascer com cerca de US$ 80 bilhões em dívida e projeta mais de US$ 6 bilhões em sinergias — o que tende a implicar cortes de vagas em Hollywood e nas redações.

A operação, fechada em fevereiro após a Paramount superar a Netflix na disputa pela Warner, prevê US$ 31 por ação em dinheiro e uma multa de US$ 7 bilhões caso a compra não se concretize. A data do fechamento ainda não foi informada. Nesta segunda, as ações da Warner subiam cerca de 10%, enquanto as da Paramount operavam em queda de 3%.



Fonte: NeoFeed

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