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O Assaí anunciou a compra de 18 postos de combustíveis, marcando sua entrada no setor com um investimento de até R$ 80 milhões, embora a operação só comece em julho de 2027.
O BTG Pactual vê potencial para o Assaí expandir para mais de 100 postos, comparável ao Carrefour Brasil, com vendas mensais estimadas em R$ 2 milhões por unidade.
No entanto, o banco alerta que a contribuição dessas novas operações será limitada no curto prazo, e a recuperação do Assaí depende principalmente do seu negócio de varejo alimentar, que enfrenta desafios devido à migração dos consumidores para opções mais baratas.
No segundo trimestre de 2026, o Assaí reportou uma alavancagem de 2,37 vezes, uma redução de 0,80 vezes sobre igual período, um ano antes.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
O Assaí anunciou a compra de 18 postos de combustíveis. E, com o acordo, que pode envolver um montante de até R$ 80 milhões, marcou sua entrada no setor, que classificou como uma nova avenida de crescimento para a sua operação.
Pelos termos da transação, anunciada na semana passada, a rede só poderá assumir o novo negócio a partir de julho de 2027. Mas já há quem pegue carona nesse anúncio e enxergue boas perspectivas nessa nova via aberta pelo grupo de atacarejo, embora, com algumas ressalvas.
Esse é o caso do BTG Pactual. Em relatório enviado a clientes, o banco de investimentos projeta que, levando-se em conta um cenário relativamente otimista, o Assaí pode estabelecer uma rede de mais de 100 postos em suas lojas no longo prazo.
“Uma rede de 100 postos já representaria uma expansão muito significativa, amplamente comparável à presença atual do grupo Carrefour Brasil, que conta com mais de 105 postos”, afirmam os analistas do BTG.
Nas contas do banco, essa operação traria vendas mensais de R$ 2 milhões por unidade e margens Ebitda de 4%, o que poderia gerar cerca de R$ 2,4 bilhões em vendas anuais e R$ 96 milhões em Ebitda – 2% do Ebitda consolidado projetado para a rede em 2027.
Os analistas pontuam que o valor líquido deve ser inferior a essa cifra, uma vez que o Assaí deixaria de receber a receita de aluguel que obtém atualmente ao ceder esses espaços para operadores terceirizados.
Em contrapartida, eles destacam que o anúncio está alinhado à tese traçada pela gestão da rede nos últimos meses. Nessa direção, a estreia em postos já figurava ao lado de iniciativas como a entrada em farmácias, bem como avanços em serviços financeiros, marketplaces e recarga de veículos elétricos.
Com a tese de extrair mais valor de sua base de lojas, a entrada em farmácias, por exemplo, também foi recente e, nesse espaço, o Assaí já anunciou planos de expandir o modelo para cerca de 250 unidades, reforçando a estratégia de transformar seus pontos de venda em destinos multisserviços.
Na visão do BTG Pactual, a entrada em postos também reforça essa tese, especialmente num momento em que a expansão de lojas da rede de atacarejo desacelera e a desalavancagem segue como maior foco da gestão.
Nesse cenário, entretanto, o banco entende que essas novas avenidas seguirão com contribuições limitadas para o balanço do grupo e que, ao menos no curto prazo, não serão o maior combustível para acelerar essas prioridades.
“Uma recuperação mais significativa da tese de investimento segue dependendo do negócio principal do varejo alimentar – particularmente de uma retomada do crescimento de volume, que segue limitado por pressões sobre o poder de compra e pela contínua migração dos consumidores para opções mais baratas”, conclui o BTG.
Nos indicadores mais recentes, o Assaí fechou o segundo trimestre de 2026 com uma alavancagem de 2,37 vezes, o que representou uma redução de 0,80 vez sobre o índice reportado em igual período, um ano antes.
Nessa mesma base de comparação, o lucro líquido da rede de atacarejo cresceu 103,4%, para R$ 537 milhões. Já a receita líquida avançou 0,9%, para R$ 19,1 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 0,7%, para R$ 1,07 bilhão.
As ações do Assaí registravam queda de 0,49% por volta das 10h20, cotadas a R$ 10,21, avaliando a empresa em R$ 13,5 bilhões. No acumulado de 2026, os papéis têm, no entanto, uma valorização de mais de 40%.








