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A Revolut, fintech inglesa avaliada em US$ 115 bilhões, está considerando uma listagem dupla em Nova York e Londres, uma mudança de postura do fundador Nikolay Storonsky, que anteriormente criticava o mercado britânico.
Ele reconhece que o mercado americano oferece mais liquidez e um maior número de investidores, mas agora vê a importância de estar presente no Reino Unido.
Uma listagem em Londres colocaria a Revolut entre as maiores empresas do país, superando gigantes como Barclays e GSK. Storonsky ainda acredita que um IPO não ocorrerá antes de 2028.
A Revolut recebeu aprovação preliminar para uma licença bancária nos EUA, com planos de se estabelecer em Stamford, Connecticut, e oferecer serviços financeiros variados.
A fintech, que já possui 80 milhões de clientes, também obteve licenças bancárias na França e no Reino Unido, enquanto ministros britânicos tentam convencê-la a listar suas ações em Londres.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
O caminho para a abertura de capital (IPO) da fintech inglesa Revolut possivelmente será em duas avenidas. O fundador Nikolay Storonsky afirmou, na quinta-feira, 17 de setembro, que a companhia estuda a dupla listagem no mercado de ações, em Nova York e em Londres.
É uma mudança de postura do empresário, que sempre demonstrou preferência para uma oferta pública inicial de ações na Nasdaq e, nos últimos anos, vinha fazendo duras críticas à gestão da bolsa de valores na Inglaterra.
De qualquer forma, ela reconhece que a prioridade segue os Estados Unidos. Na avaliação do banqueiro, o mercado americano oferece mais liquidez e um volume maior de grandes investidores.
“É um mercado maior. Inclui investidores institucionais, fundos hedge, gestores de fundos e um número considerável de investidores individuais”, disse Storonsky, em entrevista ao jornal francês Les Echos.
“Então temos a escolha entre vender em um mercado pequeno com poucos compradores, ou em um mercado gigantesco com um enorme número de compradores que vão competir ferozmente pelas nossas ações”, afirmou. “Portanto, sim, preferimos os Estados Unidos.”
Mas, ao contrário do discurso anterior, ele entende ser importante para a Revolut também estar presente no mercado financeiro do Reino Unido.
Uma listagem em Londres colocaria a Revolut, que recentemente foi avaliada em US$ 115 bilhões em uma venda de ações secundárias, entre as maiores empresas de capital aberto do Reino Unido. Nessa avaliação, suas ações valeriam mais do que as empresas tradicionais da FTSE como o banco Barclays, a petrolífera BP ou a farmacêutica GSK.
Foi a primeira vez que Storonsky falou que a Revolut considera uma listagem dupla. Ainda assim, ele mantém a tese de que um IPO, seja qual for o primeiro país, não ocorra antes de 2028.
As insatisfações públicas do fundador da fintech tinham relação com a alta cobrança de impostos que os investidores precisariam pagar em Londres para negociar ações.
Em 2024, o empresário russo afirmou que a Bolsa de Valores de Londres “não pode competir” e que era “muito pior” do que os rivais americanos. Um ano antes, ele já tinha dito que “não via sentido” em anunciar qualquer possibilidade de entrada na FTSE.
Ele também reclamou do que chamou de burocracia dos órgãos reguladores britânicos. A Revolut demorou anos para obter a licença bancária completa no país, enquanto precisou apresentar dados sobre controle e funções de risco.
No início de setembro, a fintech recebeu aprovação preliminar para uma licença bancária nos Estados Unidos, um passo importante para a Revolut se transformar em um banco completo nos Estados Unidos até o próximo ano.
Após a aprovação condicional do Escritório do Controle da Moeda dos Estados Unidos (OCC), a Revolut agora espera a aprovação do Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) – espécie de Fundo Garantidor de Crédito do governo americano – e do Federal Reserve.
O CEO da Revolut nos Estados Unidos, Cetin Duransoy, confirmou à Reuters o caminho que a empresa deve percorrer para se estabelecer definitivamente em Wall Street.
O plano é que, nos Estados Unidos, o banco tenha sede em Stamford, Connecticut. O volume de investimentos no país deve alcançar US$ 95 milhões.
O banco vai oferecer produtos como contas correntes, empréstimos, cartões de crédito e serviços de câmbio. Também está previsto o lançamento de uma stablecoin.
A Revolut prevê lançar o banco no primeiro semestre de 2027 com uma equipe de cerca de 160 funcionários. O caminho é oferecer serviços em múltiplas moedas, utilizando suas operações na Europa e na América Latina.
A companhia obteve no mês passado uma licença bancária na França, como parte do plano de expansão na Europa. A autorização para operar como banco no Reino Unido veio em março.
Fundada em 2015, a Revolut se tornou a maior fintech da Europa, com 80 milhões de clientes em cerca de 30 países.
Ministros britânicos têm trabalhado, nos últimos meses, para convencer Storonsky a levar sua empresa para ser listada em Londres. Nos últimos anos, o Reino Unido tem encontrado dificuldades em atrair novas empresas relevantes para negociar suas ações no mercado local.








