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Stellantis admite erro na estratégia elétrica e amarga prejuízo bilionário

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A Stellantis fechou 2025 no vermelho pela primeira vez desde sua formação, em 2021. O conglomerado reportou prejuízo líquido de US$ 22,3 bilhões, após registrar US$ 25,4 bilhões em encargos extraordinários ligados, principalmente, à sua estratégia de eletrificação. O resultado expõe um movimento que começa a se repetir na indústria: a percepção de que a transição para veículos elétricos foi superestimada em velocidade e demanda.

Segundo o CEO Antonio Filosa, os números refletem o custo de ter antecipado demais a transição energética e agora exigem um “reset” focado na liberdade de escolha do consumidor. Na prática, isso significa retomar investimentos em motores a combustão e ampliar a oferta de híbridos, sem abandonar completamente os elétricos.



2025 Ram 1500 Ramcharger

A leitura oficial é que a empresa colocou no mercado mais modelos elétricos do que a demanda comportava, ao mesmo tempo em que enfrentou mudanças na cadeia de suprimentos, revisão de garantias e custos trabalhistas na Europa. Milhares de funcionários deixaram a companhia, especialmente na Itália, gerando despesas adicionais com indenizações.

Embora a Stellantis reconheça o erro de timing, o desempenho desigual entre regiões também pesa. Na Europa, o grupo tem ampla oferta de elétricos, mas nenhum deles lidera vendas. Já nos Estados Unidos, a ofensiva elétrica foi tardia e pouco competitiva. Modelos como o Fiat 500e, o Jeep Wagoneer S e o Dodge Charger Daytona tiveram recepção morna, tanto de crítica quanto de mercado.



Dodge Charger Daytona 2024

Foto de: Dodge

Entre os movimentos mais simbólicos da recalibragem está o cancelamento da versão totalmente elétrica da Ram 1500 REV, que agora deve priorizar uma configuração de autonomia estendida. Na Europa, a Fiat decidiu recolocar motor a combustão na nova geração do 500, inicialmente lançada como exclusivamente elétrica. Já a Maserati interrompeu o desenvolvimento do superesportivo MC20 Folgore antes de seu lançamento.

O grupo sustenta que houve melhora no segundo semestre de 2025. A receita cresceu 10% na comparação anual nesse período, com alta de 11% nas entregas globais, somando 2,8 milhões de unidades. A América do Norte teve papel central na recuperação, com avanço de 39% nas vendas, impulsionado pela reestruturação de marcas historicamente lucrativas como Jeep e Ram. O retorno do motor Hemi à linha Ram e cortes de preços na Jeep fazem parte dessa estratégia.



Fiat 500 elétrico RED - movimento

A Stellantis também intensificou o lançamento de híbridos no último ano, priorizando modelos com maior apelo comercial. Boa parte dos elétricos atuais compartilha plataformas, baterias e motores, o que reduziu diferenciação técnica frente a concorrentes que evoluíram mais rapidamente em autonomia, eficiência e software.

Para 2026, a empresa promete fechar lacunas de execução e retomar crescimento com rentabilidade. O discurso agora gira em torno de flexibilidade tecnológica. Em vez de apostar exclusivamente no elétrico, o grupo quer oferecer um portfólio amplo que inclua combustão, híbridos e modelos a bateria.

Para o Brasil, onde Jeep, Ram e Fiat são pilares industriais da companhia, o reposicionamento pode significar ênfase maior em híbridos e motores tradicionais no curto prazo. A eletrificação segue nos planos, mas em ritmo mais pragmático, alinhado à demanda real do mercado.

O balanço deixa claro que a transição elétrica continua, porém menos ideológica e mais orientada por resultado financeiro.

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Fonte: UOL

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