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A Arcos Dorados, maior franqueadora do McDonald’s no mundo, planeja abrir entre 105 e 115 novos restaurantes na América Latina em 2026, após inaugurar 102 unidades em 2025, sendo 64 no Brasil.
O investimento total previsto para essas aberturas e modernizações varia entre US$ 275 milhões e US$ 325 milhões, a ser financiado com fluxo de caixa operacional.
A empresa reportou 2.479 restaurantes e uma receita de US$ 3,41 bilhões de janeiro a setembro de 2025, com uma queda de 4,1% na receita brasileira.
O Santander elevou o preço-alvo das ações da Arcos Dorados, mas manteve a recomendação neutra, citando um cenário de vendas fracas no Brasil e incertezas na Divisão Norte.
As ações da empresa apresentaram uma leve queda, com alta acumulada de 4,4% em 12 meses, e a avaliação total do grupo é de US$ 1,63 bilhão.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Maior franqueadora independente do McDonald’s no mundo e presente em 20 países da América Latina e Caribe, a Arcos Dorados anunciou parte do seu “combo” de projeções para 2026 nesta quarta-feira, 28 de janeiro.
No que diz respeito às aberturas de unidades, o pacote mostra um ligeiro aumento de apetite da rede, que projeta inaugurar entre 105 e 115 restaurantes na região em 2026. O grupo fechou o ano passado com 102 novos pontos.
Do total de aberturas realizadas em 2025, 64 foram feitas no Brasil, principal mercado da operação. Outras 23 envolveram a divisão Sul da América Latina e as 15 restantes a divisão norte da região. Das unidades inauguradas, 73 são operadas pela própria empresa.
“Este ano continuaremos buscando o crescimento do número de unidades e a modernização de nossos restaurantes existentes, com ênfase na otimização do nosso processo de desenvolvimento”, afirmou, em nota, Luis Raganato, CEO da Arcos Dorados.
O executivo acrescentou: “Diversas iniciativas estão em andamento para aumentar o retorno sobre nossos investimentos de capital e esperamos poder fornecer mais detalhes ao longo do ano”.
Como parte desse guidance, o grupo projeta um aporte total entre US$ 275 milhões e US$ 325 milhões. A cifra inclui todas as inaugurações, modernizações, otimizações e despesas de manutenção do portfólio de restaurantes, além dos investimentos em seus sistemas e recursos de tecnologia da informação.
Segundo a companhia, a expectativa é financiar esses recursos com o fluxo de caixa operacional e o caixa disponível. A empresa informou ainda a estimativa de que o total aportado em 2025 tenha ficado próximo ao limite inferior do guidance para o período, que era de US$ 300 milhões a US$ 350 milhões.
Nos dados públicos mais recentes, a Arcos Dorados fechou o acumulado de janeiro a setembro de 2025 com 2.479 restaurantes – 1.202 no Brasil – e uma receita de US$ 3,41 bilhões, o que representou um crescimento de 2,6% sobre igual período do ano anterior.
Nesse intervalo, a operação brasileira registrou uma receita de US$ 1,26 bilhão, queda em base anual de 4,1%. No país, nesses nove meses de 2025, o grupo reportou um lucro operacional de US$ 194,4 milhões, alta de 4,3%.
Em relatório recente, enviado a clientes no mês de dezembro, o Santander elevou o preço-alvo da ação da Arcos Dorados para o fim de 2026, de US$ 8,50 para US$ 8,70, mas manteve a recomendação neutra para o papel.
“Apesar da nossa confiança de longo prazo na liderança do mercado da Arcos Dorados no segmento de restaurantes de serviço rápido na América Latina, acreditamos que a dinâmica de curto prazo permanece desfavorável para a empresa”, escreveram os analistas do Santander.
Entre outros pontos, o banco ressaltou que, no Brasil, que historicamente representa cerca de 50% do Ebitda do grupo, as tendências de vendas têm sido persistentemente fracas, com as vendas mesmas lojas permanecendo abaixo da inflação local, apesar dos esforços da empresa.
Os analistas destacaram que esse contexto pode levar a mais um ano abaixo do esperado. E acrescentaram que a inesperada desaceleração no ritmo de vendas na Divisão Norte adiciona mais uma camada de incerteza a esse cenário.
As ações da Arcos Dorados encerraram o pregão da terça-feira, 27 de janeiro, com queda de 0,13%, cotadas a US$ 7,75. No pre-market da manhã de hoje, os papéis caem 0,26%. Já em 12 meses, a alta acumulada é de 4,4%. O grupo está avaliado em US$ 1,63 bilhão.
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Fonte: NeoFeed









