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A Geely iniciou a produção local do EX2 na Indonésia, primeiro mercado fora da China a fabricar o elétrico mais vendido da marca. À primeira vista, o anúncio parece restrito ao Sudeste Asiático, mas os desdobramentos vão além. No Brasil, onde o modelo já figura entre os elétricos mais vendidos, o movimento reforça a leitura de que o EX2 pode se tornar uma peça central na expansão industrial da montadora fora do mercado chinês.
A produção do EX2 em solo indonésio marca uma mudança de fase para a Geely. Diferentemente das operações anteriores, baseadas em importação, o modelo passa a ser montado localmente pela PT Handal Indonesia Motor, em Purwakarta, com capacidade aproximada de 60 unidades por dia. Segundo a empresa, o índice de conteúdo local já alcança 46,5%, com destaque para as células de bateria fornecidas pela PT Gotion Indonesia, braço local da Gotion High-Tech.
Essa estrutura permite reduzir custos, atender às exigências de nacionalização do governo indonésio e, sobretudo, criar uma base industrial regional. O EX2 se torna, assim, o terceiro modelo da Geely a entrar em produção em massa na fábrica, ao lado do EX5 e do Starray EM-i.
Durante o lançamento no país asiático, a Geely anunciou preços oficiais entre IDR 255 milhões e IDR 285 milhões, o que equivale a algo entre R$ 81 mil e R$ 91 mil na conversão direta. Com o programa promocional para os primeiros compradores, os valores caem para cerca de R$ 73 mil a R$ 83 mil, diferença significativa em relação ao preço do modelo importado no Brasil, hoje entre R$ 119.990 e R$ 135 mil.
O modelo produzido na Indonésia mantém o mesmo conjunto técnico conhecido: plataforma GEA, motor traseiro de 116 cv e 150 Nm, bateria de 40,8 kWh e autonomia de 395 km no ciclo NEDC. Mesmo sem mudanças profundas no produto, a estratégia industrial muda completamente o papel do carro dentro do portfólio global da Geely.
Na China, onde o EX2 é vendido como Geely Xingyuan, o impacto é ainda mais expressivo. Em 2025, o modelo somou 465.775 unidades, tornando-se o carro mais vendido do país em todos os segmentos, superando inclusive todos os modelos a combustão. Esse desempenho explica por que o EX2 passou a ser tratado internamente como uma plataforma global, e não mais como um carro elétrico restrito ao mercado doméstico.

Geely EX2 no Salão do Automóvel
Foto de: InsideEVs Brasil
No Brasil, a história começa a seguir um roteiro semelhante, em escala menor. Em dezembro, o EX2 emplacou cerca de 1.500 unidades, encerrando o mês como o terceiro carro elétrico mais vendido do país, atrás apenas do BYD Dolphin Mini e do Dolphin. O dado chama atenção porque o modelo ainda é importado e concorre diretamente com elétricos menores.
Com preço de entrada equivalente ao do Dolphin Mini, o EX2 oferece porte maior, mais potência e uma proposta mais completa, o que o transforma em um dos produtos mais competitivos do segmento de entrada no mercado brasileiro. É justamente esse equilíbrio entre volume, custo e aceitação que sustenta a tese de que o modelo pode ganhar um papel estratégico local.

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Fonte: Mario Villaescusa / Motor1.com
Esse cenário se conecta diretamente ao movimento mais recente da marca no país. A parceria entre Renault e Geely deu origem a uma nova empresa no Brasil, que permitirá a produção nacional prevista a partir do segundo semestre de 2026, no complexo industrial da Renault no Paraná. O primeiro modelo confirmado é o Geely EX5 EM-i híbrido plug-in, mas a própria estrutura criada abre espaço para uma expansão gradual do portfólio eletrificado.
Dentro desse contexto, o EX2 surge como um candidato natural a uma futura produção local, ainda que em um segundo momento. Ele já tem escala global, volume comprovado e um posicionamento claro no mercado brasileiro. A produção fora da China, iniciada agora na Indonésia, mostra que a Geely já está disposta a replicar esse modelo industrial em outros mercados estratégicos.
Mais do que um anúncio regional, a nacionalização do EX2 no Sudeste Asiático sinaliza uma nova fase da marca. E, para o Brasil, onde a Geely prepara sua base industrial, o elétrico que hoje já figura entre os líderes de vendas pode ser o próximo a dar esse salto.
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Fonte: UOL









