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Janeiro costuma ser um mês morno para o mercado automotivo, e o início de 2026 seguiu exatamente esse roteiro. A primeira quinzena fechou com 67,5 mil veículos leves emplacados – número bem abaixo do fim de dezembro, impactado pela sazonalidade, férias e um menor volume de vendas diretas. O que chama atenção, porém, não é o tamanho do mercado, mas sim quem ganhou espaço dentro dele.
Os veículos eletrificados atingiram a participação recorde de 16% na primeira quinzena, segundo dados da Bright Consulting. Foram 10.892 unidades: um volume inferior ao da quinzena anterior, mas muito superior ao registrado em janeiros passados. Em outras palavras: mesmo com o mercado total encolhendo, a eletrificação segue avançando.
Dentro desse movimento, os carros elétricos a bateria (BEVs) aparecem como um dos principais destaques. Eles responderam por 33,6% dos eletrificados, com 3.659 unidades emplacadas. É um patamar relevante para um período historicamente fraco, reforçando que o elétrico puro começa 2026 menos dependente de promoções.
Sem surpresas, o modelo mais vendido entre os BEVs foi o BYD Dolphin Mini, com 1.157 unidades. O resultado consolida o papel dos elétricos de entrada como porta de acesso à tecnologia no Brasil, especialmente no varejo – canal que sustentou o mercado neste início de ano.

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Fonte: InsideEVs Brasil
Enquanto a média diária de emplacamentos caiu na comparação anual, os eletrificados cresceram mais de 55% frente a janeiro de 2025. Esse contraste explica por que a participação sobe tão rápido: enquanto o mercado tradicional desacelera, a eletrificação mantém tração própria.
Híbridos convencionais e plug-ins continuam relevantes, mas o dado estrutural é claro: os BEVs deixaram de ser um nicho para se firmar como parte recorrente do mix nacional.
Outro sinal dessa mudança está no avanço das marcas chinesas, que atingiram 13,6% de participação na quinzena. O crescimento está diretamente ligado à estratégia focada em tecnologia e carros mais equipados com preços competitivos, ocupando espaço justamente em um momento de mercado mais seletivo.
O início de 2026 não indica uma aceleração geral do setor, mas deixa um recado: a eletrificação segue um caminho próprio. Em meses de baixa, esses modelos não apenas resistem, como ganham representatividade. Para os elétricos, a primeira quinzena funciona como um termômetro importante, mostrando que os BEVs ocupam hoje um espaço que, até pouco tempo atrás, parecia distante da realidade brasileira.
Fonte: Bright Consulting
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Fonte: UOL









