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Santander coloca o frango de JBS e MBRF “em seu prato” de ações e reduz Minerva

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Os analistas do Santander elevaram a recomendação de JBS e MBRF para compra, com preço-alvo das ações de JBS mantido em US$ 17 e MBRF elevado para R$ 26. A recomendação da Minerva foi reduzida a neutro, com preço-alvo cortado para R$ 6,80.

A preferência por JBS e MBRF deve-se à resiliência do setor de frango e expectativa de grãos baratos, enquanto a carne bovina enfrentará restrição na oferta de gado e aumento de custo, pressionando margens, sobretudo da Minerva, fortemente exposta ao Brasil.

O frango tem avançado no consumo, mantendo-se acessível. A MBRF deve se beneficiar do portfólio diversificado em processados, e a JBS do avanço em produtos de maior valor agregado e possível inclusão no índice Russell.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

No cardápio que o Santander prepara para 2026, a preferência é pela proteína de frango da JBS e da MBRF, em detrimento da carne bovina da Minerva.

Os analistas Ulises Argote, Guilherme Palhares e Laura Hirata elevaram as recomendações de JBS e MBRF de neutro para compra. O preço-alvo das ações da empresa da família Batista foi mantido em US$ 17, enquanto o valor dos papéis da companhia controlada por Marcos Molina subiu de R$ 20 para R$ 26.

Já a recomendação da Minerva foi reduzida de compra para neutro, com o preço-alvo cortado de R$ 7,50 para R$ 6,80.

A preferência pelo frango decorre da resiliência do setor e da expectativa de preços baixos dos grãos, enquanto a proteína bovina deve enfrentar restrição na oferta de gado no Brasil.

Segundo os analistas, embora os abates de bois sigam em níveis normais, a relação entre o preço do bezerro e do gado começou a subir, refletindo o aumento dos bezerros. Isso deve incentivar os pecuaristas a reterem animais.

“Vemos potencial de alta nos preços do gado assim que esse processo começar, o que significa custos mais altos e margens mais apertadas para frigoríficos como Minerva, MBRF e JBS”, diz o relatório.

Nos Estados Unidos, o ciclo de baixa disponibilidade de gado deve continuar pressionando as margens dos frigoríficos por mais tempo que o esperado.

Esse cenário é particularmente desfavorável para a Minerva, que possui 56% da capacidade de abate no Brasil. Além disso, a valorização do Real deve prejudicar as exportações, que representaram 61,3% da receita bruta no terceiro trimestre.

“Embora mantenhamos visão construtiva da demanda global por carne bovina, essas pressões devem afetar as margens da Minerva, levando a uma compressão de 1 ponto percentual na margem Ebitda em 2026”, afirma o relatório.

A JBS e a MBRF conseguem driblar esse cenário pela exposição ao frango. No Brasil, mesmo com aumento da oferta, há demanda local pela proteína, especialmente diante da alta da carne bovina.

“O frango está conquistando parcela crescente da matriz proteica do Brasil, segundo dados do IBGE, com consumo muito à frente da carne bovina e suína”, diz o relatório. “Sendo a proteína mais acessível, ao lado dos ovos, o frango se destaca como a única carne cujo preço não ultrapassou a renda média das famílias na última década.”

O mercado americano tem visto um ajuste de preços, após uma sobreoferta de animais para abate, de acordo com o relatório. Mas, diferentemente do Brasil, os americanos não estão trocando a carne de boi pelo frango.

Quanto aos grãos, os preços devem permanecer baixos, já que a China passou a comprar mais dos Estados Unidos, mantendo custos controlados para a avicultura.

Com portfólio diversificado após a fusão de Marfrig e BRF, a MBRF deve colher frutos ao crescer em alimentos congelados e processados, de maior valor agregado.

Os analistas também destacam o avanço da JBS em produtos de maior valor agregado como diferencial. “Além disso, uma possível inclusão no índice Russell no início do segundo trimestre pode fornecer catalisador de curto prazo para as ações”, diz o relatório.

Por volta das 12h01, as ações da JBS subiam 1,46% na Bolsa de Nova York (NYSE), a US$ 14,23. Os papéis da MBRF avançavam 0,20% na B3, a R$ 19,66. Os ativos da Minerva caíam 1,14%, a R$ 6,05.

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Fonte: NeoFeed

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