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A Ford está prestes a lançar uma nova picape elétrica compacta nos Estados Unidos a partir de US$ 30.000 (cerca de R$ 162 mil). O modelo estreia em 2027 com foco em eficiência, produção simplificada e redução de custos — especialmente na bateria, hoje o componente mais caro de um carro elétrico.
Embora o visual definitivo ainda seja um mistério, a marca admitiu que a nova picape não seguirá o desenho tradicional de caminhonetes. O motivo? Torná-la mais aerodinâmica para reduzir o tamanho (e o custo) da bateria, além de enfrentar concorrência global, principalmente da chinesa BYD.

Foto de: Ford
O projeto faz parte do Universal EV Production System, uma nova plataforma norte-americana desenvolvida do zero para eletrificação. Para isso, uma equipe na Califórnia redefiniu cada aspecto de produção. Segundo o diretor de EVs, digital e design da Ford, Doug Field, cada redução de 0,01 no coeficiente aerodinâmico representa US$ 25 de economia em bateria.
“Eu sou obcecado por isso”, afirmou Field. Ele cita que, no futuro, a bateria da Ford pode ser “tão pequena, muito menor” que a usada em um modelo equivalente da BYD — o que poderia compensar o domínio chinês em integração vertical e custos produtivos.

Produção do Ford F-150 Lightning
Field tem experiência de peso: já liderou a engenharia do Tesla Model 3, que também foi pensado para reduzir custos de bateria por meio do design.
Desde o Model 3, o cenário global mudou. Fabricantes chinesas adotaram e aprimoraram métodos inovadores como gigacasting, somados a mão de obra mais barata, resultando em EVs de alto nível abaixo de US$ 20 mil. Com processos mais caros nos EUA, a Ford admite que não consegue competir da maneira tradicional.
Por isso, a nova picape também será montada em um sistema produtivo inédito: uma espécie de “árvore de montagem”, com linhas convergentes e menos etapas, reduzindo mão de obra e componentes.

O desafio está nos consumidores: o mercado norte-americano adora picapes grandes e quadradas, mas essa forma é péssima para autonomia. Ou seja, forma e eficiência terão que superar o “estilo clássico”.
Para efeito de comparação, o Tesla Cybertruck tem coeficiente aerodinâmico de 0,34 — muito baixo para uma picape grande. A Ford não divulgou números, mas espera-se algo ainda mais eficiente.
Enquanto a BYD avança globalmente com preços agressivos e domínio tecnológico, a Ford busca responder com engenharia, aerodinâmica e redução extrema de custos. A nova picape pode ser o primeiro grande passo da marca para se manter relevante no mercado global de veículos elétricos.
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Fonte: UOL









