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VP da BYD diz que salvar o motor a combustão pode travar a Europa

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A tentativa da União Europeia de afrouxar as regras para o fim dos motores a combustão pode acabar aprofundando a desvantagem dos fabricantes europeus frente à China. A avaliação é de Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, que afirmou que insistir em múltiplas tecnologias ao mesmo tempo enfraquece a capacidade de inovação das montadoras tradicionais.

Durante uma coletiva realizada em Londres, a executiva foi direta ao comentar o debate em torno do Pacto Verde Europeu e o recuo parcial nas metas de eletrificação. Segundo Li, a BYD não vê a revisão das regras como um obstáculo ao seu plano de crescimento. “Não nos importam as revisões do Pacto Verde nem o adiamento da proibição dos carros a combustão. Podemos usar os híbridos plug-in DM-i para substituir esses veículos com desempenho muito melhor, consumo significativamente menor e tecnologia inteligente”, afirmou.



BYD Atto 2 DM-i / Yuan Pro DM-i (2026)

BYD Atto 2 DM-i / Yuan Pro DM-i (2026)

Foto de: BYD

De acordo com a executiva, a estratégia da BYD é clara e não muda conforme o ambiente regulatório. “Nossa abordagem, dos carros pequenos aos grandes, é oferecer veículos elétricos e híbridos DM-i. Sempre acreditamos em uma única direção”, completou.

O ponto central da crítica de Stella Li está naquilo que ela considera a principal fragilidade dos grupos automotivos europeus: a divisão de investimentos entre múltiplas tecnologias. Para a executiva, tentar manter vivos os motores a combustão ao mesmo tempo em que se desenvolvem veículos elétricos compromete a competitividade no longo prazo.



BYD Seal (Europa)

“A União Europeia impulsiona o Pacto Verde e depois recua, o que afeta diretamente o planejamento de pesquisa e desenvolvimento. Como competir com uma empresa que acredita apenas em uma direção?”, questionou. Segundo Li, ao dividir orçamentos e equipes entre diferentes soluções, as montadoras tradicionais acabam não dominando nenhuma delas plenamente.

Essa visão é reforçada pelo histórico da BYD, que há quase três décadas direciona seus investimentos prioritariamente para eletrificação. “Nunca há dinheiro suficiente para apostar em dois caminhos ao mesmo tempo, e isso impede que qualquer área seja dominada de fato”, avaliou a executiva.



BYD Seal U DM-i (2025), o teste de estrada

Foto de: Motor1.com

As declarações de Stella Li encontram eco em organizações ambientais que também criticaram a flexibilização das metas europeias. A Transport & Environment (T&E), uma das entidades mais ativas no debate regulatório, alertou que a nova norma — que prevê redução de 90% das emissões até 2035, em vez de 100% — pode atrasar a transição e enfraquecer a indústria local.

William Todts, diretor executivo da T&E, comparou a situação a tentar frear uma mudança inevitável com soluções do passado. “Criar cavalos mais rápidos nunca teria impedido a ascensão do automóvel. Cada euro desviado para híbridos plug-in é um euro que deixa de ser investido em veículos elétricos, enquanto a China avança rapidamente”, afirmou.

Para Todts, insistir no motor a combustão não fará com que as montadoras europeias recuperem protagonismo global, mas sim ampliará a vantagem dos fabricantes chineses, que já operam com escala, custos menores e maior integração tecnológica.

Embora o debate esteja centrado na União Europeia, seus efeitos tendem a se estender a outros mercados, incluindo o Brasil. As decisões regulatórias europeias frequentemente influenciam estratégias globais de produto, definindo quais tecnologias recebem prioridade e quais modelos chegam — ou deixam de chegar — a mercados emergentes.

Nesse contexto, o posicionamento da BYD ajuda a explicar por que a marca chinesa segue acelerando sua ofensiva internacional com foco em veículos elétricos e híbridos plug-in, enquanto parte da indústria tradicional ainda discute o ritmo e a direção da transição.

A mensagem deixada por Stella Li é clara: para enfrentar a concorrência chinesa, não basta adiar prazos ou manter tecnologias antigas em circulação. Segundo ela, o desafio da indústria europeia não é regulatório, mas estratégico — e a falta de uma direção única pode custar caro nos próximos anos.

Fonte: FCE

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Fonte: UOL

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