[ad_1]
A Volkswagen concluiu a fase final de expansão de seu Centro de Tecnologia e Inovação em Hefei, na China, permitindo ao grupo alemão desenvolver e validar projetos completos de veículos dentro do mercado chinês. O avanço marca um ponto de inflexão na estratégia global de pesquisa e desenvolvimento da montadora, que passa a depender menos da Alemanha para acelerar novos produtos, especialmente elétricos.
O complexo expandido reúne mais de 100 laboratórios distribuídos em cerca de 100 mil m², tornando-se o maior centro de desenvolvimento do Grupo Volkswagen fora da Alemanha. Além de validar veículos completos, as instalações reforçam o desenvolvimento de software e hardware, áreas críticas para modelos definidos por software (SDV).

Foto de: Volkswagen
Segundo Oliver Blume, CEO do Grupo Volkswagen, a estratégia “In China for China” ganha escala prática ao permitir decisões locais mais rápidas e produtos mais competitivos para o maior mercado automotivo do mundo. “Criamos todas as condições necessárias para desenvolver, testar e fabricar a próxima geração de veículos inteligentes e conectados”, afirma o executivo. O objetivo é recuperar o protagonismo perdido recentemente para a BYD, que ultrapassou a Volkswagen em vendas no país.
Ralf Brandstätter, responsável pelo grupo na China, destaca que o ritmo de inovação local exige respostas mais ágeis. “China é o mercado automotivo mais competitivo e inovador do mundo. Os clientes esperam atualizações rápidas e alto padrão de qualidade e segurança. Expandir nossas capacidades em Hefei fortalece nossa capacidade de atender essas demandas com velocidade”, disse.

Foto de: Volkswagen
Entre os projetos acelerados no país está a nova arquitetura eletrônica zonal CEA (China Electronic Architecture), desenvolvida em apenas 18 meses. Adaptada às preferências do consumidor chinês, a plataforma permitirá reduzir o tempo de desenvolvimento de novos modelos em cerca de 30%. A iniciativa abre caminho para lançamentos mais rápidos de veículos conectados, definidos por software e voltados inicialmente às marcas brasileiras, como os modelos ID. Unyx 08, concebidos exclusivamente para o mercado chinês.
A decisão de descentralizar o desenvolvimento levanta questões sobre o papel da Alemanha, historicamente o coração de P&D da Volkswagen. Porém, ao invés de uma substituição, o movimento indica um modelo distribuído, no qual a China ganha protagonismo por sua capacidade de acelerar tecnologias e reduzir custos, especialmente no segmento elétrico.
[ad_2]
Fonte: UOL









