Ler o resumo da matéria
A Revolut, fintech britânica, planeja investir mais de US$ 1 bilhão na América Latina nos próximos anos, com foco no Brasil, México, Colômbia, Peru e Argentina.
A expectativa é que a região se tornará um motor de crescimento significativo para a empresa, que já possui 80 milhões de clientes em cerca de 40 mercados.
O investimento será direcionado à expansão geográfica, desenvolvimento de produtos e crescimento das operações.
O Brasil é um dos destaques do plano, por ser um dos maiores mercados da Revolut. A empresa espera dobrar o número de novos clientes no País em 2027.
Apesar da concorrência, a empresa acredita que o crescimento dos bancos digitais está apenas começando e está confiante em sua estratégia de expansão na América Latina.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Depois de se consolidar como principal – e mais valiosa – fintech da Europa, a Revolut quer avançar e crescer em novas fronteiras. E, neste plano, a América Latina e o Brasil possuem papel central.
Com pretensão de se tornar um banco global, a fintech britânica pretende investir mais de US$ 1 bilhão na região nos próximos anos, apostando que os países latino-americanos, junto com os Estados Unidos, serão responsáveis por uma parcela significativa de sua próxima onda de crescimento.
A expectativa é que, em 2027, um em cada quatro novos clientes conquistados pela Revolut venha do continente americano, um salto que colocaria a região entre os principais motores de expansão de uma companhia que já alcançou 80 milhões de clientes e está presente em cerca de 40 mercados.
“Queremos que a América Latina seja verdadeiramente uma região estratégica”, disse Ignacio Zunzunegui, head de crescimento para as Américas da Revolut, em encontro de executivos globais da fintech com jornalistas na quinta-feira à noite, 5 de novembro, em São Paulo.
“Sabemos que precisamos vencer na América Latina como parte dessa visão global”, complementou.
No Brasil para acompanhar o Grande Prêmio de São Paulo da Fórmula 1 (a Revolut é parceira principal da equipe Audi F1 Team, que tem o brasileiro Gabriel Bortoleto como um dos pilotos), os executivos destacaram que o ritmo esperado de aquisição de clientes na região será quase o dobro do registrado no ano anterior e quatro vezes superior ao observado dois anos antes.
No caso da América Latina, a Revolut pretende distribuir o US$ 1 bilhão em investimento entre Brasil, México e os novos mercados que vai começar a operar – Colômbia, Peru e Argentina. A companhia não definiu quanto será destinado a cada país ou a produtos específicos.
Segundo Carlos Urrutia, head de expansão global da Revolut, os recursos serão utilizados principalmente para financiar a expansão geográfica, o desenvolvimento de produtos e o crescimento das operações.
O compromisso cobre um horizonte de alguns anos, não apenas 2027. A depender dos resultados, o montante pode crescer. “Esse US$ 1 bilhão é um investimento mínimo que estamos assumindo neste momento. Não é um teto. Conforme identificarmos oportunidades, poderemos acelerar os investimentos”, disse.
Os resultados obtidos no Brasil e no México ajudam a explicar o otimismo da Revolut com a América Latina. Os dois países estão entre os cinco mercados com maior velocidade de crescimento da fintech no mundo. “E, no próximo ano, esperamos que sejam os mercados de maior crescimento de toda a companhia”, disse Zunzunegui.
No México, onde iniciou suas operações em janeiro, a Revolut conquistou seu primeiro 1 milhão de clientes em aproximadamente oito meses. A companhia atribui parte desse desempenho ao fato de ter iniciado com licença bancária completa, o que permitiu oferecer um portfólio mais amplo de produtos desde o início.
O Brasil, por sua vez, é um mercado central na estratégia da Revolut, embora a empresa não divulgue o número de clientes no país, onde opera desde 2023. “Hoje, o Brasil já é o maior mercado da nossa expansão, mesmo que ainda não possamos divulgar números específicos”, afirmou Glauber Mota, CEO da operação brasileira.
A companhia espera dobrar, em 2027, o número de novos clientes conquistados no País em relação a 2026. Para alcançar essa meta, pretende ampliar os investimentos em marketing, realizar campanhas publicitárias e explorar parcerias com embaixadores da marca.
“Na Revolut, quando vemos números positivos, aceleramos os investimentos. E os números estão muito positivos”, afirmou Zunzunegui.
Os resultados geraram boas expectativas nos executivos ao que deve vir por aí, com o desembarque em três novos países. Na Colômbia, a Revolut já obteve autorização bancária completa e está na fase final de testes internos antes de iniciar suas operações.
No Peru, recebeu a primeira etapa da autorização regulatória, que permite constituir o banco, mas ainda precisará passar por uma avaliação operacional antes de começar a atender clientes.
Na Argentina, a fintech concluiu recentemente a transferência de controle de um banco que estava inativo. A instituição será renomeada para Revolut Bank Argentina, e a expectativa é iniciar as operações no segundo semestre de 2027.
A aquisição foi considerada uma oportunidade particularmente atraente porque permitiu à companhia obter uma estrutura bancária sem precisar integrar sistemas legados, migrar clientes ou absorver uma operação já existente.
“A Argentina foi uma oportunidade única. Não é sempre que se encontra um banco completamente inativo, sem tecnologia ou clientes para migrar e sem problemas legados”, afirmou Urrutia.
Mais para frente, a expectativa é chegar ao Chile, mas ainda não existe um cronograma definido para a entrada no país. “Acredito que seja mais uma questão de quando vamos entrar no Chile do que se vamos entrar”, disse Urrutia.
Apesar de recém chegada à América Latina, a Revolut não se intimida pela concorrência de bancos tradicionais e fintechs que já conquistaram posições relevantes na América Latina, como Nubank e Mercado Pago.
Para Urrutia, o crescimento dos bancos digitais ainda está apenas começando e a experiência acumulada em outros mercados, combinada a uma estrutura operacional robusta e à disponibilidade de capital, permite à companhia sustentar seus investimentos sem depender de resultados imediatos – na quarta-feira, 4 de novembro, a Revolut concluiu um novo processo de captação de recursos e alcançou valuation de US$ 115 bilhões
“Já não somos mais uma empresa jovem e frágil que pode ser derrubada facilmente”, afirmou. “Conseguimos nos tornar relevantes em outros mercados por causa da nossa obsessão pelo crescimento. Não acreditamos que a América Latina será uma exceção.”








