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O Grupo EMS inicia nesta sexta-feria, 6 de novembro, a distribuição da Semaclique, sua nova caneta emagrecedora à base de semaglutida, cinco meses após o lançamento da Ozivy. A produção da ocorrerá na planta de Hortolândia, SP, com uma meta inicial de 250 mil unidades e previsão de 750 mil por ano, gerando cerca de R$ 250 milhões em receita.
A caneta custará R$ 464,81 individualmente ou R$ 999 em um combo de três, o equivalente a R$ 333 por caixa.
A EMS também busca fornecer o medicamento pelo SUS para pacientes com obesidade grave. Durante a campanha, o governo Lula prometeu que iria distribuir a caneta emagrecedora pelo sistema público.
A Ozivy ocupa a segunda posição entre os medicamentos mais vendidos no Brasil. O mercado de GLP-1 está em crescimento, com previsão de faturamento de R$ 19 bilhões até 2026.
O Grupo EMS projeta um faturamento de R$ 12 bilhões para 2026. A Brace Pharma tem 5% deste total, o equivalente a R$ 600 milhões.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Cinco meses após lançar a Ozivy, primeira caneta emagrecedora brasileira à base de semaglutida, o Grupo EMS começa, nesta sexta-feira, 6 de novembro, a distribuição da Semaclique, a versão “clone” do medicamento da farmacêutica.
As novas canetas serão distribuídas em todas as redes varejistas. Cerca de 450 representantes também irão começar as visitas médicas. A caneta só pode ser vendida com receita médica.
O produto será feito pela Brace Pharma, subsidiária da companhia liderada pela família Sanchez. A fabricação será feita no mesmo parque fabril da EMS, na planta de Hortolândia, no interior de São Paulo.
O plano é de iniciar com uma distribuição de 250 mil unidades da Semaclique. A meta é de chegar a pelo menos 750 mil unidades por ano, o que deve garantir uma receita de cerca de R$ 250 milhões para a empresa.
Essa é a terceira caneta emagrecedora da EMS e a segunda à base de semaglutida. Em agosto de 2025, a companhia lançou a Olire, sua versão da liraglutida, outro princípio ativo que age no combate à obesidade, e a Lirux, contra diabetes. Foi a primeira caneta emagrecedora fabricada no Brasil.
O NeoFeed revelou em julho, com exclusividade, que o grupo farmacêutico pretendia lançar sua segunda semaglutida ainda neste ano, a partir do momento em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) transformasse a Ozivy em “medicamento referência”, o que permitiria o registro para produção da cópia.
O órgão aprovou em julho a entrada do remédio na lista de medicamentos referência. Logo depois, a companhia protocolou o registro para fabricação do produto na Anvisa.
Ao contrário de um registro novo, que precisa passar pela fase de testes clínicos, o caminho do pedido de um clone na Anvisa é mais rápido. Assim que o pedido é protocolado, o prazo médio de aprovação é de cerca de 90 dias.
A ideia da companhia é ter estratégias comerciais diferentes e, principalmente, avançar em regiões onde o Ozivy não alcançar. O plano é que cada marca atinja um volume diferente de médicos para visitas. E que as duas estejam disponíveis nas varejistas farmacêuticas, sem que haja canibalização.
A caneta avulsa será vendida a R$ 464,81. No combo de três unidades, o equivalente a três meses de tratamento, o valor total será de R$ 999, o equivalente a R$ 333 por caixa. O preço é semelhante ao da Ozivy.
Com a chegada da Semaclique, a partir do preço do combo, o NeoFeed apurou que a companhia agora pretende intensificar conversas com o Ministério da Saúde para fornecer o medicamento, via Sistema Único de Saúde (SUS), para pacientes com obesidade em grau elevado.
Durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi reeleito, prometeu que o governo iria distribuir a caneta emagrecedora no sistema público, mas não deu detalhes sobre o caminho para incorporação, que leva pelo menos um ano.
A caneta Ozivy foi o primeiro medicamento lançado no mercado brasileiro após expirar a patente do Ozempic e Wegovy, da dinamarquesa Novo Nordisk, no fim de março.
Hoje há mais opções nas farmácias. Em setembro, a Hypera lançou a Semavy, com a marca Mantecorp. Ainda no quarto trimestre, a Sandoz lança a Owozy, que será distribuída pela Biolab.
“Estamos vendo a chegada de novos concorrentes, principalmente no ano que vem, e eles vêm acompanhando o nosso posicionamento de preço”, diz Marcelo Neri, diretor executivo do Grupo EMS, ao NeoFeed. “Estamos levando acesso a uma faixa de pacientes que até então não estava utilizando o tratamento.”
O plano de lançar outro produto similar, em vez de ampliar a produção do medicamento referência, é uma estratégia parecida com a da Novo Nordisk. Meses antes de expirar a patente da semaglutida no Brasil, a empresa lançou a caneta Poviztra, que passou a ser comercializado pela Eurofarma.
Ter mais de um medicamento com o mesmo princípio ativo é uma iniciativa relativamente comum na indústria farmacêutica, só que com o uso de marcas diferentes do mesmo grupo. O objetivo é de garantir mais presença no momento da decisão do paciente e da prescrição do médico.
Na quarta-feira, 4 de novembro, a Anvisa aprovou o registro do Wegovy, da Novo, em comprimido. A previsão da companhia é que o medicamento deve chegar aos balcões das farmácias no primeiro trimestre de 2027.
Dados da consultoria Iqvia, especializada em números do setor farmacêutico, mostram que Ozivy já ocupa a segunda posição entre os medicamentos mais vendidos do Brasil, atrás apenas do Mounjaro. Com isso, a caneta da EMS supera até o Ozempic na lista.
Atualmente, a Ozivy atingiu a marca de 400 mil unidades vendidas por mês, e até o fim do ano deve ultrapassar a barreira de 500 mil.
Com os novos produtos nas prateleiras, fica ainda mais acirrada a briga no mercado de GLP-1, que deve faturar perto de R$ 19 bilhões no Brasil em 2026. Nos últimos 12 meses, o mercado registrou crescimento de 83% em valor e 70% em unidades.
O Grupo EMS projeta um faturamento de cerca de R$ 12 bilhões para 2026. A Brace Pharma responde a 5% do total da receita do conglomerado, o que corresponde a cerca de R$ 600 milhões.









