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A Heineken Brasil adquiriu o controle da Better Drinks, que possui as marcas Praya e Mamba Water, por R$ 500 milhões. A transação, realizada em dinheiro, está sujeita à aprovação do Cade.
A Heineken já tinha uma parceria com a Better Drinks desde 2024, quando começou a distribuir suas marcas e, posteriormente, a fabricar a cerveja Praya e a água Mamba.
A aquisição visa expandir o portfólio da Heineken, que busca diversificação com produtos de menor teor alcoólico e calorias. A Praya, cerveja premium, e a Mamba Water, focada em sustentabilidade, têm planos de internacionalização e expansão de produtos, respectivamente.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Heineken Brasil assinou a compra do controle da Better Drinks, dona de um portfólio que inclui a cerveja premium Praya, e a água em lata Mamba Water, em uma operação de R$ 500 milhões, apurou o NeoFeed.
A operação será realizada inteiramente em dinheiro (um all-cash deal), com parte do pagamento após a validação da operação e outra parte em até 24 meses. A compra foi submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que ainda precisa dar seu aval.
A transação será realizada pela HNK BR Indústria de Bebidas, subsidiária brasileira do grupo holandês. Pelo acordo, a Heineken irá comprar todas as ações ordinárias da Better Drinks, distribuídas entre 67 acionistas.
Uma das exceções é o CEO da Better Drinks, Felipe Della Negra, que terá sua participação convertida em ações preferenciais sem direito a voto. Ele, que foi CEO da RedBull Brasil, fundou a Better Drinks em 2022 ao lado de Felipe Szpigel, ex-AB InBev.
A aquisição da Heineken consolida uma estratégia que começou em 2024, quando a empresa comprou uma participação minoritária na Better Drinks e assumiu a comercialização e a distribuição de suas marcas. Desde o início, a intenção da multinacional era avaliar o potencial de crescimento do negócio antes de avançar para a compra do controle.
No ano seguinte, a Heineken ampliou seu envolvimento com a operação e passou a fabricar a cerveja Praya. Em janeiro deste ano, assumiu também a produção da Mamba Water. A parceria permitiu testar se as marcas poderiam ganhar escala com o acesso à estrutura da gigante de bebidas.
Com o cumprimento de metas estabelecidas para a parceria, a Heineken decidiu dar o passo seguinte. Na Mamba Water, um dos indicadores foi o crescimento de faturamento anual, que subiu de R$ 10 milhões em 2024, para R$ 100 milhões este ano.
O portfólio da Better Drinks envolve especialmente Mamba (água), Praya (cerveja premium) e Baer-Mate (chás e gaseificados). As marcas F!VE, de drinks prontos, e Vivant, de vinho em lata, não registram vendas desde 2024 e devem ser descontinuadas, segundo apuração do NeoFeed.
A Praya e a Mamba, estrelas do portfólio, são marcas brasileiras. Criada no Rio de Janeiro, em 2016, por quatro amigos surfistas – Marcos Sifu, Tunico Almeida, Duda Gaspar e Paulo de Castro –, a Praya tinha como meta produzir uma cerveja de trigo mais leve, pensada para o clima brasileiro.
Já a Mamba Water foi fundada por Rodrigo Monteiro, Thadeu Diz e Felipe Diz, criadores da Zee.Dog, em sociedade com os empreendedores César Villares e Guto Pinho, com foco em sustentabilidade e lifestyle. A marca de água em lata também atraiu como investidores o surfista Pedro Scooby e a skatista Letícia Bufoni.
Após a aquisição, os planos envolvem internacionalização da carioca Praya, que é vista internamente pela Heineken como concorrente natural da Corona, da AB InBev.
Na Mamba, as conversas envolvem a expansão do portfólio após o lançamento da água com proteína, em 2025, para outras opções no mercado de wellness, como um produto com eletrólitos, por exemplo.
A operação ocorre em um momento em que a Heineken amplia os investimentos em marcas voltadas a consumidores que buscam moderar o consumo de bebidas, com opções menos calóricas e de menor teor alcoólico.
Entre as apostas do próprio portfólio está a Heineken Ultimate, lançada em maio no Brasil. A bebida tem teor alcoólico de 3,5%, ante 5% da versão tradicional, 97 calorias — 30% menos do que a original — e não contém glúten. O Brasil foi o primeiro mercado do mundo a receber o produto.









