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Maior ataque hacker da história deixa rombo de US$ 6,3 bilhões na Binance


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Maior corretora de criptomoedas do mundo, a Binance suspendeu transações em sua plataforma após um ataque cibernético que resultou em perdas estimadas em US$ 6,3 bilhões, considerado o maior da história.

O fundador Changpeng Zhao, que deixou a administração da empresa em 2024, afirmou que espera que todos os fundos dos usuários sejam cobertos. As empresas de stablecoins Tether e Circle congelaram cerca de US$ 3 bilhões em ativos roubados.

A investigação inicial sugere que o ataque pode ter envolvido o computador de um desenvolvedor da Binance, permitindo acesso não autorizado. Especialistas acreditam que o grupo de hackers TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, foi responsável pelo ataque.

O incidente impactou negativamente o mercado, com quedas significativas no valor de criptomoedas como Bitcoin e Ether, além das ações da rival Coinbase.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Maior corretora de criptomoedas do mundo, a Binance foi um dos principais nomes que ajudaram a popularizar e a consolidar a negociação desses ativos. Mas agora, está no centro de um incidente sem precedentes nessa esteira que promete abalar a confiança do mercado no setor.

A empresa suspendeu a transações em sua plataforma na quinta-feira, 29 de outubro, em meio às investigações sobre um ataque cibernético que, segundo a companhia, trouxe uma perda total estimado em cerca de US$ 6,3 bilhões.

O ataque já está sendo considerado por especialistas o maior da história. E com folga. Até então, esse recorde nada favorável era ostentado pela Bybit, corretora de criptomoedas que sofreu uma perda de US$ 1,5 bilhão em 2025, ao ser atacada por hackers ligados à Coreia do Norte.

“Parece de fato um ataque hacker à Binance”, afirmou Changpeng Zhao, o fundador da Binance, em uma postagem na rede social X na quinta-feira. “Eu já não administro mais a empresa, mas, como acionista, espero que todos os fundos dos usuários sejam integralmente cobertos”.

Zhao deixou o comando da Binance em 2024, na trilha de um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, após ser condenado por políticas ineficientes de prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao financiamento de terrorismo na exchange. Ele segue, porém, como sócio majoritário da operação.

Em sua publicação no X, Zhao acrescentou que as empresas de stablecoins Tether e Circle agiram rapidamente para congelar cerca de US$ 1,7 bilhão em ativos roubados no ataque. Posteriormente, a Binance revisou esse número para cerca de US$ 3 bilhões, distribuídos em diversos ativos.

Em comunicado divulgado na quinta-feira, a companhia também informou que cobrirá todas as perdas geradas pelo incidente e ressaltou que todos os fundos dos usuários estão seguros.

Além da suspensão das transações, a plataforma disse que revogou a autorização do endereço afetado e acionou a autoridades e parceiros de inteligência em blockchain para rastrear e recuperar o prejuízo causado pelo ataque.

Segundo a empresa, a investigação inicial sugere que o incidente de segurança pode ter envolvido o computador de um de seus desenvolvedores, o que permitiu que um invasor tivesse acesso ao ambiente da companhia e fizesse transações não autorizadas.

Posteriormente, em uma atualização do comunicado realizada nesta sexta-feira, 30 de outubro, a Binance acrescentou que uma nova etapa da investigação identificou pontos de violação adicionais.

Assim como no recorde anterior da Bybit, a Coreia do Norte também parece ser a origem do caso da Binance. Essa é a ao menos a “aposta” das empresas de cibersegurança TRM Labs e a Pangolin Intelligence.

De acordo com as duas companhias, o ataque parece ter sido realizado pelo grupo de hackers norte-coreano TraderTraitor, responsável por muitos dos incidentes recentes com grandes perdas envolvendo criptomoedas.

“Isso foi absolutamente obra da Coreia do Norte”, afirmou Nick Carlsen, investigador sênior da TRM, ao The Wall Street Journal. A empresa trabalho em conjunto com a Pangolin para correlacionar a atividade dos hackers na Binance com dados coletados sobre outros ataques ligados à Coreia do Norte.

Com essa abordagem, as duas empresas concluíram que a invasão afetou dez redes de criptomoedas e que os cibercriminosos conseguiram transferir a maior parte dos recursos em aproximadamente vinte minutos.

O fato é que a velocidade também deu o tom do impacto do incidente no setor. Principal criptomoeda do mundo, o Bitcoin tem queda de mais de 3% e chegou a registrar o patamar de US$ 76.368, seu menor valor em seis semanas, de acordo com a agência Reuters.

Já o Ether, segunda maior criptomoeda do mercado, tem queda próxima de 4% e já registrou seu menor patamar em dois meses. Ativo ligado à Binance, usado para pagar taxas na exchange, o BNB, por sua vez, registra um recuo de mais de 5%.

Os reflexos se estendem a outras corretoras de criptomoedas. Esse é o caso da americana Coinbase, cujas ações registravam queda de mais de 6% no premarket da Nasdaq na manhã desta sexta-feira. A empresa está avaliada em US$ 42,3 bilhões.



Fonte: NeoFeed

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