Negócios

O BTG indica quem ganha com a parceria entre Magalu e Shopee: a Magalog


Ler o resumo da matéria

A parceria do Magazine Luiza com a Shopee deve beneficiar a Magalog, sua plataforma logística, e impulsionar as vendas online no quarto trimestre, segundo o BTG Pactual.

Esta é a terceira aliança em 2026 e a quinta no total, após parcerias com Mercado Livre, Amazon, Americanas e AliExpress.

A estratégia visa aproveitar a audiência da Shopee para ampliar a distribuição de produtos, mantendo o controle sobre estoque e entrega. O Magalu oferecerá produtos de seu próprio estoque e da KabuM!, focando em itens de casa, informática e artigos esportivos.

A expectativa é que 75% dos compradores na Shopee sejam novos clientes. A Magalog já tem 30% da receita de clientes externos, indicando uma transição para uma prestadora de serviços logísticos.

A expansão em marketplaces pode aumentar a densidade de rotas, melhorar a utilização de ativos e reduzir custos de entrega. O Magazine Luiza tem valor de mercado de R$ 8,4 bilhões.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A parceria anunciada pelo Magazine Luzia com a plataforma asiática Shopee deve beneficiar diretamente a plataforma de logística da companhia da família Trajano, a Magalog. Na avaliação do BTG Pactual, também irá impulsionar o crescimento das vendas online no quarto trimestre.

O anúncio da aliança é o terceiro em 2026 e o quinto, ao todo. Em setembro, o Magalu informou o início das operações no Mercado Livre e, em junho, já havia revelado a parceria com a Amazon. Em dezembro de 2025, passou a vender produtos no site da Americanas. A primeira parceria foi em 2024, com o AliExpress.

Segundo o banco, a aliança comercial com a Shopee, que recebe cerca de 90 milhões de visitantes brasileiros por mês, tem como principal lógica aproveitar a audiência da plataforma de comércio eletrônico para ampliar a distribuição dos produtos, sem a necessidade de disputar diretamente com esses concorrentes.

“Além de ampliar as vendas online, as parcerias podem melhorar a economia da operação logística do Magalu. Os acordos preveem que a empresa continue responsável pela entrega dos produtos por meio da Magalog, sua plataforma logística própria”, diz o relatório assinado por Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon.

Ainda segundo o BTG, o movimento realizado pelo Magalu, principalmente nos últimos meses, faz com que a companhia mantenha o controle sobre o estoque, o atendimento e a operação de entrega, mesmo que a venda efetivamente ocorra em plataformas de parceiros.

Ao mesmo tempo, a empresa vem reposicionando seu próprio ecossistema digital. Em vez de buscar um marketplace capaz de competir em todas as categorias com os canais de e-commerce, a companhia pretende concentrar sua oferta em segmentos nos quais possui maior especialização, principalmente itens de casa, de informática e artigos esportivos.

Segundo as empresas, o Magalu vai oferecer produtos de seu próprio estoque e da KabuM!, sua loja de produtos eletrônicos. Além destes itens, o sortimento também irá se concentrar em eletrodomésticos, móveis, jogos e produtos de tecnologia da informação.

A estimativa da varejista é que 75% dos consumidores que comprarem produtos do Magalu pela Shopee serão novos clientes, na mesma linha do que vem sendo observado com o tráfego de compras no Mercado Livre e Amazon.

Um dado relevante da própria varejista e que corrobora com a análise do BTG é que, de toda a receita da Magalog, os clientes externos já respondem por mais de 30%, o que reforça a transição de uma prestadora de serviços logísticos para além das operações próprias do grupo.

“A expansão das vendas em marketplaces de terceiros, portanto, pode beneficiar duas frentes do negócio: o comércio eletrônico, pelo aumento do volume vendido, e a logística, pela ampliação da escala operacional”, afirmam os analistas.

No racional desenhado pelo banco, o aumento dos volumes nas vendas deve trazer três benefícios principais: maior densidade de rotas, com mais entregas concentradas em determinadas regiões; uma melhor utilização dos ativos, com mais aproveitamento da estrutura logística existente; e redução do custo por entrega, a partir da diluição em um volume maior de encomendas.

Além disso, a aceleração nesta avenida de parcerias comerciais deve contribuir para a ampliação do volume de vendas nos canais online no quarto trimestre. Pelas informações dos analistas, “setembro teria apresentado sinais encorajadores, segundo a companhia.”

O tripé, então, desta alavanca está no volume adicional gerado pelos marketplaces que agora viram parceiros, na melhora do desempenho dos canais digitais próprios e no calendário promocional, como Black Friday e Natal.

“O Magalu também vê oportunidades de ganhar participação de mercado com o fechamento contínuo de lojas das Casas Bahia, principalmente no varejo físico. A empresa afirma manter crescimento positivo nesse canal há aproximadamente três anos”, diz o BTG.

O cenário ocorre após uma forte recuperação das ações. Os papéis da companhia subiram 123% nos três meses anteriores à publicação do relatório, movimento que reflete expectativas maiores em relação ao desempenho operacional e a estimativa por um ambiente de juros mais favorável.

Para o BTG, a expansão para marketplaces concorrentes é uma decisão estrategicamente acertada e pode acelerar o crescimento online sem exigir investimentos substanciais adicionais para conquistar clientes.

No acumulado de 2026, as ações MGLU3 registram alta de 21% na B3. Em 12 meses, a valorização é de 36,7%. O Magazine Luzia tem valor de mercado de R$ 8,4 bilhões.



Fonte: NeoFeed

Administrador

About Author

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Newsletter

    Cadastre seu e-mail e receba notícias e novidades em primeira mão!