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A Docol, empresa catarinense que disputa com a Dexco o mercado de metais sanitários, planeja expandir sua atuação para o segmento de saúde e bem-estar, visando faturar R$ 1,4 bilhão até 2026.
A nova frente de negócios inclui produtos como banheiras de imersão gelada e saunas infravermelhas, buscando capturar uma fatia do mercado de wellness, que movimenta US$ 680 milhões no Brasil.
Atualmente, 85% da receita da Docol provém de metais sanitários, e a empresa pretende que o novo segmento represente 10% desse total.
A Docol já iniciou parcerias com academias premium e hotéis. Além disso, a companhia planeja investir R$ 50 milhões no novo segmento e expandir sua capacidade produtiva.
A exportação, que já representa 15% do faturamento, também será ampliada, especialmente no Oriente Médio.
A Docol está aberta a aquisições para acelerar seu crescimento, tendo realizado investimentos significativos nos últimos anos.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Na briga pela liderança do segmento de metais sanitários no Brasil, a companhia catarinense Docol planeja “sair do banheiro” para começar a ocupar espaço em academias particulares e em condomínios de alto padrão. O plano é de incorporar o segmento wellness na operação, para alcançar faturamento de R$ 1,4 bilhão em 2026.
Para absorver este movimento, a companhia desenvolveu uma frente de negócios, chamada Docol Be, voltado à área de saúde e bem-estar, como banheira de imersão gelada e sauna infravermelha. Tudo isso para entrar em um mercado que movimenta US$ 680 milhões somente no Brasil.
Com um market share de 28%, a Docol disputa a ponta do mercado com a Dexco, dona da marca Deca, acima de 30%. Hoje, 85% da receita da companhia vem do setor de metais sanitários, que inclui torneiras, chuveiros, registros e válvulas. Do total, 10% são oriundos de louças sanitárias e 5% de pias de cozinha.
É justamente nessa divisão do faturamento que o wellness pretende mexer. O objetivo é que o novo segmento ocupe 10% da receita nos próximos anos. Para isso, a Docol já iniciou conversas com redes de academias premium, hotéis e com incorporadoras.
“As academias têm ampliado este tipo de serviço. E os novos empreendimentos já começam a ter essa preocupação com mais equipamentos. Antes, o pessoal queria adega ou sala de cinema. Hoje, querem uma academia mais caprichada, com sauna e ofurô”, diz Guilherme Bertani, CEO da Docol, ao NeoFeed.
“É o mercado que mais cresce nos Estados Unidos e Europa e que representa mais de US$ 40 bilhões no mundo. Para a Docol, é uma nova prateleira de atuação. Nesse caso, não é um produto e sim um segmento. É uma visão mais vertical”, complementa.
A nova avenida desenhada se soma ao volume de mercado total de R$ 8 bilhões no Brasil em que a Docol já atua diretamente: R$ 3,5 bilhões de metais sanitários, R$ 3 bilhões de louças sanitárias e R$ 1 bilhão para o setor de pias de cozinha.
Parte dos novos equipamentos de wellness será montada nos parques fabris da empresa, localizados em Joinville, em Santa Catarina, na mineira Poços de Caldas, e em Cotia, em São Paulo. No caso da sauna, a Docol vai usar uma fábrica white label, para produzir com suas próprias especificações e marca própria.
Além do mercado nacional, a companhia também planeja ampliar para a exportação, a partir de uma rede própria de distribuidores na América Latina. “Há espaço para garantir presença em outros países. Desenvolvendo a tecnologia, vamos garantir escala e ganho de produtividade”, afirma Bertani.
Hoje, a exportação já representa 15% do faturamento da empresa, presente em 35 países, incluindo os Estados Unidos. O plano de crescimento, neste horizonte, é o Oriente Médio. O objetivo é dobrar o volume de distribuição de produtos nos países árabes.
Para o desenvolvimento deste novo segmento de saúde e bem-estar, a Docol planeja um volume de investimentos de cerca de R$ 50 milhões. Esse volume se soma ao capex anual de R$ 100 milhões, destinados à revitalização e expansão de capacidade das fábricas.
“Em Poços de Caldas, vamos crescer a produção para sair de 30 mil peças por mês para mais 100 mil. Vamos triplicar nossa capacidade na fábrica até 2030.” Por ano, a Docol produz 17 milhões de peças, de todos os segmentos.
De qualquer forma, a companhia também planeja espaço para avançar em seu segmento mais expressivo, que é o de torneiras. Nesse caso, a aposta está em lançamentos mais premium, como produtos tecnológicos, como torneiras com misturadores de ozônio.
“Isso representa uma água de melhor qualidade. Significa, por exemplo, poder lavar direto da torneira produtos como legumes e verduras e retirar agrotóxicos. Temos desenvolvido várias dessas soluções para buscar este público mais exigente”, afirma. “O mercado aceita pagar um pouco mais para ter essas inovações.”
O CEO também não descarta a possibilidade de novos M&As para avançar no crescimento. Em 2019, a empresa assumiu o controle acionário da paulista Merkal, que garantiu ampliação do mercado de luxo de cozinha. Em 2021, comprou a fábrica no Brasil da suíça Franke, para ampliar escala no mercado de pias e cubas de inox. Nos últimos cinco anos, a Docol realizou aportes que somam R$ 500 milhões.
“Temos avaliado sim a possibilidade de entrar em outras categorias. A Docol está aberta para isso. Por enquanto, vamos desenvolver essa nova avenida. Mas pode acontecer algum M&A. A questão é que surja uma boa oportunidade. O crescimento inorgânico também é uma boa estratégia”, diz Bertani.








