Negócios

O plano do medalhista olímpico Flávio Canto para tornar o Instituto Reação autossuficiente




Durante mais de duas décadas, o Instituto Reação construiu sua história usando o esporte e a educação para ampliar as oportunidades de crianças e jovens de comunidades. Agora, o ex-judoca e medalhista olímpico Flávio Canto, fundador do instituto, quer levar conhecimento sobre habilidades socioemocionais para dentro das empresas e transformar esse projeto em uma nova fonte de receita.

Canto está estruturando uma vertical de programas de liderança e consultoria para o mundo corporativo. A ambição é que, em cinco anos, esse novo negócio consiga financiar toda a operação social do instituto.

“A gente está praticamente montando outra empresa, uma vertical de programas de liderança”, diz Canto, em entrevista ao Bravamente, programa de Carlos Burle em parceria com o NeoFeed. “O sonho é, nos próximos cinco anos, estar grande nessa outra vertical a ponto de bancar toda essa aqui.”

Na prática, é uma tentativa de mudar a relação do Reação com o setor privado. Em vez de procurar empresas apenas como patrocinadoras ou doadoras, o instituto quer vender a elas conhecimento sobre temas como liderança, disciplina, construção de cultura, performance e trabalho.

Entre as clientes, estão TIM e Ambev. Segundo Canto, todo o lucro gerado pelo braço de consultoria é destinado ao projeto, por onde já passaram mais de 40 mil alunos ao longo de 26 anos.

“A nossa abordagem hoje com os parceiros não é mais de pedir. É entender a dor da empresa e ver se a gente consegue contribuir”, afirma Canto.

Com o crescimento, ele admite que a nova vertical deve ganhar uma estrutura própria. A mudança na estrutura reflete a forma como Canto enxerga o futuro do instituto: cada vez mais autossuficiente e menos da lógica tradicional de doações e patrocínios.

Mas, até isso se concretizar, o Reação continua contando com a ajuda de empresas e pessoas que enxergam a importância de fazer a sua parte para um mundo mais justo.

A ampliação da estrutura na Rocinha, por exemplo, está sendo viabilizada graças a uma campanha, que já levantou quase R$ 1 milhão, com apoiadores pagando para integrar o chamado “mural de transformadores”. O complexo terá espaço de treinamento, recuperação e saúde, além de um museu dedicado à história da comunidade.



Fonte: NeoFeed

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