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SpaceX busca mais US$ 40 bilhões em dívida para “abastecer” seu foguete de IA


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A SpaceX, de Elon Musk, busca levantar US$ 40 bilhões em dívida para financiar uma megaencomenda de chips da Nvidia, segundo o Financial Times. A captação, liderada pela Apollo e com a Pimco entre os credores em negociação, deve somar cerca de US$ 10 bilhões em empréstimos bancários e US$ 30 bilhões em títulos com grau de investimento, com conclusão prevista para 2027.

Os recursos devem bancar o segmento de inteligência artificial, que recebeu US$ 15,8 bilhões dos US$ 18,4 bilhões de capex do segundo trimestre. Musk escolheu a Nvidia, acionista da SpaceX com fatia avaliada em US$ 21 bilhões, como fornecedora exclusiva de chips.

Será a segunda grande operação de dívida da companhia, que emitiu US$ 25 bilhões em bonds em junho. Os papéis se desvalorizaram desde então, mas a empresa mantém o grau de investimento.

A dívida bruta chegou a US$ 39,4 bilhões no fim de junho, alta de 72% no ano, mas o caixa reforçado pelo IPO garantia posição de caixa líquido de cerca de US$ 60 bilhões.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Ao infinito e além. Pelos menos, em recursos para financiar seus projetos. Após o IPO, em que captou US$ 86 bilhões, a SpaceX emitiu US$ 25 bilhões em bonds. Agora, está atrás de mais dinheiro.

A SpaceX, de Elon Musk, está buscando levantar US$ 40 bilhões em dívida para financiar uma megaencomenda de chips da Nvidia, segundo fontes do Financial Times.

A captação, de acordo com o jornal britânico, deve ser dividida em cerca de US$ 10 bilhões em empréstimos bancários e US$ 30 bilhões em títulos com grau de investimento, e liderada pela gestora Apollo.

Além da Apollo, a Pimco, uma das maiores gestoras de renda fixa do mundo, estaria entre o pequeno grupo de credores que negociam participar da operação. A previsão é de que a transação seja concluída em 2027.

Os recursos devem bancar a expansão do segmento de inteligência artificial, que se tornou o principal destino dos investimentos da SpaceX. Dos US$ 18,4 bilhões de capex do segundo trimestre, US$ 15,8 bilhões foram para IA.

O segmento, que reúne o Grok, a rede social X e a infraestrutura de computação herdados da xAI, faturou US$ 2,6 bilhões no período, com Ebitda ajustado de US$ 1,1 bilhão, e encerrou junho com 1,4 gigawatt de capacidade nominal de computação. Parte dessa capacidade é vendida a terceiros.

Em contrato divulgado nos documentos do IPO, a SpaceX se comprometeu a fornecer ao Google capacidade equivalente a cerca de 110 mil GPUs da Nvidia, por US$ 920 milhões mensais, entre outubro de 2026 e junho de 2029.

A relação entre as duas empresas vai além da compra de chips: a Nvidia é acionista relevante da SpaceX. Segundo formulário enviado pela Nvidia à SEC em agosto, a fabricante detinha 122,8 milhões de ações classe A da SpaceX, avaliadas em US$ 21 bilhões no fim de junho.

A Nvidia se tornou sócia da SpaceX com a incorporação da xAI pela empresa de foguetes. A fabricante de chips havia investido na startup de inteligência artificial de Musk em janeiro, na rodada série E de US$ 20 bilhões. Em fevereiro, a SpaceX incorporou a xAI por meio de troca de ações, e a participação da Nvidia na startup virou participação na SpaceX.

Na teleconferência de resultados do segundo trimestre, Musk afirmou que a SpaceX decidiu construir sua infraestrutura de IA exclusivamente com chips da Nvidia, por considerar a Vera Rubin, plataforma mais avançada da fabricante, a melhor arquitetura disponível.

A SpaceX mantém seu grau de investimento, o que permite que investidores com limites mais restritos para dívida high yield, como seguradoras e fundos de pensão, comprem os papéis. A companhia recebeu em junho, logo após o IPO, nota BBB da S&P, Baa1 da Moody’s e BBB+ da Fitch.

A SpaceX terminou o segundo trimestre com dívida bruta de US$ 39,4 bilhões, incluindo arrendamentos financeiros, segundo o balanço enviado à SEC. O valor é 72% maior que os US$ 22,9 bilhões registrados no fim de 2025. As despesas com juros, por sua vez, ficaram em US$ 629 milhões, 53% acima do mesmo trimestre de 2025.

Ainda assim, o caixa de US$ 93,5 bilhões, reforçado pelo IPO, mais emissões em títulos, deixava a companhia com caixa líquido de cerca de US$ 60 bilhões no fim de junho.

O caixa também foi preservado porque a maior aquisição da SpaceX desde o IPO foi paga em ações. Em agosto, a companhia concluiu a compra da Cursor, plataforma de programação com inteligência artificial, avaliada em US$ 60 bilhões.

Segundo comunicado enviado à SEC, os acionistas da Cursor receberam cerca de 389,3 milhões de ações classe A da SpaceX. As duas empresas já tinham um contrato de computação assinado em abril, quando a SpaceX garantiu o direito de comprar a Cursor após o IPO.



Fonte: NeoFeed

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