Mercado Financeiro

Produção industrial brasileira recua 0,6% em agosto


Em agosto de 2026, a produção industrial recuou 0,6% frente a julho, eliminando a variação positiva de 0,1% verificada em julho, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção. Em relação a agosto de 2025, a indústria teve queda de 1,2%. O acumulado no ano mostrou expansão de 0,8%, enquanto nos últimos 12 meses avançou 0,6%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem de julho para agosto, as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda na produção.

Entre as atividades, as influências negativas mais importantes foram assinaladas por produtos do fumo (-23,4%), interrompendo quatro meses seguidos de expansão na produção; produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), eliminando o avanço de 3% de julho; e indústrias extrativas (-0,7%), quarto resultado negativo consecutivo e acumulando perda de 4,7% neste período.

Outros impactos negativos relevantes sobre o total da indústria vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4%), produtos de borracha e de material plástico (-1,8%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,4%), produtos de metal (-1,6%) e outros equipamentos de transporte (-2,9%).

A atividade produtos alimentícios exerceu a principal influência positiva na média da indústria Divulgação

Por outro lado, entre as nove atividades que mostraram avanço na produção em agosto de 2026, a de produtos alimentícios (1%) exerceu a principal influência positiva na média da indústria, marcando, desta forma, a segunda taxa positiva consecutiva e acumulando crescimento de 2,2% neste período. Vale destacar também as contribuições positivas registradas pelos setores de produtos diversos (8,4%), de produtos químicos (0,9%) e de metalurgia (0,8%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com julho, bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e bens de consumo duráveis (-1%) registraram os recuos mais elevados em agosto de 2026. Os setores produtores de bens de capital (-0,6%) e de bens intermediários (-0,2%) também assinalaram taxas negativas em agosto de 2026.

Acumulado no ano cresce 0,8%

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a indústria avançou 0,8%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 11 dos 25 ramos, 33 dos 80 grupos e 42,3% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por indústrias extrativas (6,1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (5,8%). Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de bebidas (2,3%) e de metalurgia (1,1%).

Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-agosto de 2025, entre as 14 atividades que apontaram redução na produção, as de máquinas e equipamentos (-7,8%) e de produtos químicos (-3,5%) exerceram os maiores impactos na formação da média da indústria.

Outras influências negativas importantes foram assinaladas pelos ramos de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,8%), produtos de metal (-2,8%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-4,7%), celulose, papel e produtos de papel (-1,8%) e produtos têxteis (-4,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os oito meses de 2026 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (2,1%) e de bens intermediários (1,6%).



Fonte: Amanhã

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