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XP coloca lupa no S&P 500 e vê índice “imune” ao juro alto


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O S&P 500, próximo de sua máxima histórica, pode avançar 15% até 2027, segundo a XP Research, que iniciou cobertura do índice com recomendação de compra.

A análise destaca que a inteligência artificial (IA) deve sustentar o índice, apesar de riscos macroeconômicos e relacionados à própria IA.

A alta do índice em 2023 foi impulsionada pelas expectativas de lucros, que cresceram 29% desde 2025, compensando a queda nos múltiplos preço/lucro.

O principal risco é um desalinhamento entre expectativas e lucros, mas a XP não considera esse cenário como base. A nova cobertura do índice permitirá uma calibração mais precisa nas carteiras de renda variável da XP Research.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O S&P 500, principal índice de ações dos Estados Unidos, está a apenas 100 pontos de bater sua máxima histórica, conquistada em agosto, aos 7.816,70 pontos. E, nas projeções da XP Research, o índice ainda pode avançar cerca de 15% até 2027, para os 8.900 pontos.

A casa de análise iniciou na quinta-feira, 24 de setembro, a cobertura do S&P 500 com recomendação de compra, diante da tese de que o bom momento da inteligência artificial continuará sustentando o índice apesar dos riscos macroeconômicos.

“A bolsa americana vem em uma trajetória de contração de múltiplos este ano, muito por conta da deterioração do ambiente macroeconômico. No entanto, temos visto um aumento dos preços, impulsionado pela trajetória da inteligência artificial – e isso deve se manter para os próximos anos”, afirma Maria Irene Jordão, estrategista global da XP Research, ao NeoFeed.

O relatório, assinado por Jordão ao lado de Fernando Ferreira, estrategista-chefe e head do research, e Raphael Figueredo, estrategista de ações da casa, destaca que a alta do S&P 500 no ano veio principalmente do avanço das expectativas de lucros das empresas.

Desde o fim de 2025, as estimativas de elevação dos lucros cresceram cerca de 29%, compensando uma queda de mais de 14% no efeito dos múltiplos preço/lucro (P/L). Com a ajuda dos dividendos, o índice acumulava retorno de aproximadamente 13% no ano.

E esse aparente descompasso entre macroeconomia e bolsa vem justamente da influência da IA sobre as expectativas e do peso que as empresas do setor têm na bolsa americana. As 10 maiores ações do S&P 500, que representam 37,8% do índice, são Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Broadcom, Meta, Micron e Tesla – todas com alto grau de exposição à IA.

“Uma alta de juros faz com que a bolsa reaja muito menos hoje do que reagiria quando era mais influenciada por ações cíclicas. O crescimento da IA perpassa essas questões de curto prazo – como juros, inflação, emprego – que tenderiam a afetar a bolsa muito mais em outros períodos”, diz.

O principal risco à tese da XP é um possível desalinhamento entre expectativa e materialização dos lucros. Se o retorno sobre os aportes em IA decepcionar ou houver uma deterioração maior do cenário macroeconômico, as projeções de resultado podem ser revistas para baixo.

No entanto, esse não é o cenário base segundo a XP, nem mesmo diante dos recentes questionamentos sobre ritmo de investimentos e segurança dos modelos – preocupação que foi levantada por Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, e apoiada por Sam Altman, da OpenAI, e por Elon Musk, de xAI e Tesla.

Segundo a estrategista, uma desaceleração no lançamento de novos modelos afetaria parte da cadeia que não está no S&P 500, principalmente empresas ligadas à estrutura física, como companhias de energia e fabricantes industriais.

Para as hyperscalers, a avaliação é que um gasto menor seria um ponto até bem recebido pelo mercado, desde que os investimentos continuem.

“Já vimos sinais do próprio governo americano e dessas companhias de que não há nenhuma intenção em pausar investimentos. Inclusive, a intensificação em pesquisa para segurança pode demandar investimentos ainda mais robustos”, diz ela.

A nova cobertura também representa uma mudança na forma como a XP traduz sua visão sobre a bolsa americana para as carteiras. Até agora, o time de estratégia global trabalhava com recomendações de sobrepeso, neutro ou subpeso. A expectativa é que o preço-alvo ofereça uma métrica mais precisa para calibrar a exposição.

“A cobertura do índice como um todo vai ser um instrumento a mais para determinarmos os pesos específicos que vão compor essa parcela de renda variável de todas essas carteiras”, afirma Jordão.



Fonte: NeoFeed

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