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Fundador da Drýs Capital compra empresa nos EUA e mira consolidação do setor de saúde


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Depois do biometano e dos softwares de inteligência artificial, Luis Felipe Amaral, fundador e CEO da Drýs Capital, abriu uma nova frente: a consolidação de empresas de saúde nos Estados Unidos.

A investida é feita por meio do America Wellness Group (AWG), que comprou a New Hampshire Medical Supply, fornecedora independente de equipamentos médicos domiciliares. A operação foi financiada principalmente com capital de Amaral e de dois sócios radicados nos EUA.

O plano é ganhar escala com novas aquisições. A AWG já conversa com cerca de dez empresas e vê oportunidades em diferentes estados. A New Hampshire servirá de base para incorporar novos negócios e replicar seus processos.

A tese também prevê ampliar o uso de inteligência artificial em empresas de pequeno e médio porte, que, segundo Amaral, ainda adotam pouco a tecnologia.

Por enquanto, a AWG opera com capital dos sócios. Se o modelo se confirmar, Amaral pretende abrir a plataforma a investidores da Drýs, seja por meio de um fundo de private equity, seja com participação direta nas empresas.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Depois do biometano e dos softwares de inteligência artificial, Luis Felipe Amaral, fundador e CEO da Drýs Capital (antiga gestora Equitas), cruzou a fronteira para abrir uma nova frente: a consolidação de empresas de saúde nos Estados Unidos.

O avanço pelo solo americano foi feito por meio do America Wellness Group (AWG), que acaba de comprar a New Hampshire Medical Supply, fornecedora independente de equipamentos médicos domiciliares de Washington. A aquisição foi a primeira da AWG.

O valor da operação não foi revelado e, segundo o gestor, envolveu basicamente capital próprio e de outros dois sócios radicados nos Estados Unidos e que também entraram no negócio. O plano, afirma o gestor, é escalar o negócio com novas aquisições.

“Sempre tive esse olhar de algum dia fazer aquisições de empresas médias em algum setor para consolidar. É muito parecido com o que os search funds fazem ou se propõem a fazer. Só que, no Brasil, sempre foi difícil”, diz Amaral em entrevista ao NeoFeed.

O plano é ganhar escala rapidamente. A AWG já está em conversas com cerca de dez empresas do setor. “Tem algumas que a gente esteve muito próximo de fechar no passado, mas acabamos focando nessa. Algumas negociações estão mais próximas, outras um pouco mais frias”, diz Amaral.

Além do maior dinamismo da economia americana, a escolha pelos Estados Unidos também envolveu as linhas de financiamento voltadas para fusões e aquisições.

“Existem vários bancos médios que fazem isso nos Estados Unidos, com taxas próximas de um dígito médio. No Brasil, é praticamente impossível conseguir esse tipo de empréstimo – e quando se consegue é muito caro”, afirma ele.

Fora o capital dos três sócios, Amaral conta que um percentual pequeno dessa primeira compra foi financiado por um banco regional. “Fizemos isso para que eles acompanhem o que estamos fazendo e se crie um histórico de relacionamentos.”

Com Amaral no Brasil, quem irá tocar a AWG de perto será um de seus sócios: Márcio Lima, que já estava radicado nos Estados Unidos e assumiu a operação como CEO.

A favor dele contou a experiência de ter operado como CEO de uma empresa média nos Estados Unidos, do setor de manufatura e bens de capital. Essa experiência em lidar com bancos e manter esse relacionamento é visto como um diferencial local importante.

A adquirida New Hampshire Medical Supply foi fundada em 1962 e um dos motivos que levaram a AWG a iniciar seu plano de consolidação por ela foi a organização da casa.

“Ela tem processos muito ajustados, bastante informação, e o trabalho analítico que eles fazem é bem consistente. Então, em vez de pegar alguma coisa com problema para resolver de cara, a gente está começando a plataforma a partir de uma empresa arrumada”, diz Amaral.

A ideia é que a New Hampshire sirva de base para as próximas aquisições, inclusive com a replicação de seus processos nas empresas que vierem a ser incorporadas. No sentido inverso, a AWG pretende abrir novas frentes de crescimento para a própria adquirida.

Forte em equipamentos de mobilidade, a empresa ainda explora pouco linhas como a de aparelhos respiratórios e o aluguel de equipamentos — áreas que a AWG planeja acelerar após a entrada no negócio.

Nos Estados Unidos, fornecer esse tipo de equipamento exige credenciamentos concedidos por estado (em alguns casos, por município) e separados por linha de produto. A exigência funciona como barreira de entrada e ajuda a explicar por que o setor segue pulverizado, com uma série de operadores locais de pequeno e médio porte.

Amaral conta ainda que muitas dessas empresas não têm oferta completa de produtos nem acesso a todas as fontes pagadoras, dos planos públicos aos privados. É nesse espaço que a AWG enxerga a oportunidade de consolidação. Segundo ele, as negociações em curso envolvem potenciais aquisições em outros estados, como Carolina do Norte, Massachusetts, Nova Jersey, Califórnia, Colorado e Texas.

A principal alavanca da tese, no entanto, é a inteligência artificial, tema que Amaral conhece de perto. Após adaptar toda a estrutura da Drýs à nova tecnologia, a aposta agora é levar esse modelo a empresas de pequeno e médio porte do setor, que, segundo ele, ainda não implementaram a ferramenta.

“Muita eficiência vai chegar primeiro às grandes empresas, que têm mais facilidade de acesso às ferramentas e de contratar gente especializada. As pequenas vão demorar muito tempo para adotar. Com a consolidação, a gente consegue acelerar muito isso”, diz.

Das empresas com quem a AWG está em conversas, comenta, o uso da IA é praticamente nulo. “Esse foi um dos motivos mais importantes que nos levou a pensar nesse tipo de transação.”

Novas frentes

A AWG não é a primeira incursão de Amaral para fora da gestão de fundos. A Drýs, no auge chegou a administrar cerca de R$ 8 bilhões em bolsa e a ter mais de 100 mil cotistas como Equitas. Mas, nos últimos anos, viu o patrimônio encolher para cerca de R$ 900 milhões, após anos de resgates nos fundos de ações. Nesse período, a casa diversificou para o crédito privado e passou a apostar em negócios paralelos.

Com os sócios da Drýs, mas em uma estrutura separada da gestora, m orgânicos que adquiriu uma usina em Jacarezinho, no norte do Paraná. A outra frente é a Cortex, responsável pelo Credit Guide, plataforma de dados de crédito privado que, em julho, já reunia nove pessoas — mais do que qualquer outra área da Drýs.

Por ora, a AWG funciona como um teste. A opção por usar apenas capital dos sócios na primeira fase, explica Amaral, é uma forma de validar as premissas do negócio antes de abrir a plataforma a terceiros.

Se a tese se confirmar, diz Amaral, a intenção é levar os investidores da Drýs para dentro da operação, seja por meio de um fundo de private equity, seja com a entrada direta como sócios.

“As duas coisas são caminhos factíveis, mas não tem nada definido ainda”, diz Amaral. O modelo também pode ultrapassar o setor de saúde. “Existe aqui uma tecnologia de transação que pode se aplicar a outros setores. Pretendo replicar isso em alguns outros que a gente chegou a estudar.”



Fonte: NeoFeed

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