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O Santander está avançando em sua oferta pública de aquisição (OPA) para adquirir a fatia de 10% que ainda não possui em sua operação no Brasil.
A matriz espanhola protocolou diversos pedidos, incluindo registros na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na B3, além de uma declaração na Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA.
Nesse processo, os acionistas que optarem pela permuta receberão BDRs ou American Depositary Shares (ADSs) do banco espanhol, com uma relação de troca específica. O valor econômico por ação foi estimado entre € 12,62 e € 13,88.
Na prática, a depender da adesão dos acionistas, as units do Santander Brasil podem enfrentar uma redução ainda maior na liquidez de suas units, atualmente com um free float de 10,2%, o que poderia abrir caminho para uma deslistagem .no futuro
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Dois meses depois de o Santander lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) voluntária de permuta para adquirir a fatia de cerca de 10% que ainda não detêm em sua operação brasileira, o banco espanhol deu mais detalhes sobre o andamento desse processo, recheado de trâmites.
Os novos capítulos incluem uma série de pedidos protocolados. Entre eles, os registros do Santander como emissor estrangeiro categoria A e dos Brazilian Depositary Receipts (BRDs) do banco junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), bem como a admissão desses BDRs para negociação na B3.
Esse pacote envolve ainda o pedido de registro da oferta de permuta no Brasil na CVM e na B3, bem como o protocolo de uma declaração de registro no Formulário F-4 junto à Securities and Exchange Commission (SEC), nos Estados Unidos, que ainda não foi declarado efetivo pela SEC.
O Santander também divulgou o laudo de avaliação que embasa a OPA, elaborado pelo UBS BB. O documento mostra que, nos termos da permuta proposta pelo banco, os detentores de ações e units do Santander Brasil que optarem por ofertá-las terão direito a receber BDRs do banco espanhol.
Esse processo inclui ainda a alternativa desses acionistas de escolherem as American Depositary Shares (ADSs) do Santander, representando uma nova ação ordinária emitida pelo banco espanhol.
A relação de troca em questão será de 0,2028 BDRs ou ADSs do Santander para cada ação ordinária ou preferencial do Santander Brasil. E de 0,4056 BDRs ou ADs do banco espanhol para cada unit ou ADS do Santander Brasil.
De acordo com o laudo, a metodologia de avaliação selecionada pelo Santander resulta em um valor econômico por ação entre € 12,62 e € 13,88, com base nos resultados dos múltiplos de preço sobre lucro.
O UBS BB ressaltou que avaliou as units do Santander Brasil e as ações do Santander com base em três critérios. O primeiro foi o preço médio ponderado nos 12 meses anteriores a 30 de junho de 2026, quando o banco anunciou os planos da OPA. E o mesmo índice, com base no intervalo entre essa divulgação e o último dia 17 de setembro.
Já os dois critérios restantes envolveram o patrimônio líquido tangível, com base nas demonstrações financeiros das duas operações em 30 de junho, além dos múltiplos de empresas comparáveis de mercado.
Nesse balanço, os índices propostos pelo Santander para a relação de troca ficaram abaixo daqueles estabelecidos em cada um desses três parâmetros. No caso do preço médio comparado de cotação, a variável foi de 0,3914, após a divulgação do plano, a 0,5223.
Levando-se em conta a métrica do patrimônio líquido tangível, o índice foi de 0,6833. Enquanto nos múltiplos comparáveis de mercado, os patamares variaram de 0,2943 a 0,3559, com um ponto médio de 0,3236.
O laudo traz ainda outros dados que nortearam a avaliação da operação brasileira do Santander. Entre eles, os principais indicadores macroeconômicos do mercado local, como crescimento real do PIB, taxa básica de juros e inflação.
A análise também passa por questões como o ranking dos bancos brasileiros considerando seus ativos totais. Nessa relação, o Santander Brasil figura em quinto lugar, com R$ 1,29 trilhão e uma fatia de 6,9%, atrás de Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Caixa.
Ao tomar como base os 12 meses anteriores a 30 de junho de 2026, o laudo também aponta que o Santander Brasil encerrou o período com 76 milhões de clientes, uma carteira de crédito ampliada de R$ 714,8 bilhões, um lucro de R$ 13,8 bilhões e uma receita total de R$ 74,7 bilhões.
Entre outros indicadores, o laudo também traz o valor de mercado da operação, de R$ 111,3 bilhões, calculado com base no preço médio comparado da cotação das units nos 30 dias anteriores a 17 de setembro.
Há dois meses, quando anunciou o plano da OPA, o Santander informou que a oferta resultaria em uma operação de até € 1,9 bilhão e que os termos representariam um prêmio de 15% sobre o preço de fechamento do dia 30 de julho, quando as units do Santander Brasil encerraram o pregão cotadas a R$ 25,25.
Na época, a matriz espanhola ressaltou que a oferta não estava condicionada a um percentual mínimo de adesão por parte dos acionistas brasileiros e que a operação brasileira seguiria como empresa listada na B3.
À parte desse posicionamento e do volume de adesão, o fato é que esse processo tende a reduzir ainda mais a liquidez das units do Santander Brasil, cujo free float atualmente é de 10,2%, justamente o alvo da oferta do Santander, o que abriria margem para uma possível deslistagem no futuro.
Caso esse caminho se torne realidade, o Santander Brasil cumpriria o mesmo percurso da operação do Santander no México, cuja deslistagem na bolsa de valores local foi concluída em abril de 2023. Nesse caso, porém, o trajeto escolhido foi uma OPA tradicional.
As units do Santander Brasil registravam queda de 0,90% por volta das 14h50, avaliando o banco em R$ 159 bilhões. No ano, a desvalorização acumulada é de 12,9%.








