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Durigan diz que “instabilidade no STF atrapalha economia”


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Interlocutor econômico da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu ao NeoFeed que a instabilidade institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica a economia e a confiança de investidores estrangeiros.

A declaração ocorre em meio à crise na Corte após a divulgação de conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. Durigan defendeu mais transparência e credibilidade no STF, com abertura de processos sem vazamentos seletivos.

O ministro também rebateu o que chamou de “preconceito fiscal” do mercado com o governo Lula e afirmou que um eventual quarto mandato ampliará revisões de benefícios tributários e programas sociais. Durigan ainda relacionou a onda de recuperações judiciais no varejo aos juros altos e à mudança no consumo e defendeu revisão da regulação de fundos após o caso Master/Reag.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Interlocutor econômico da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu em entrevista exclusiva ao NeoFeed os impactos negativos da instabilidade institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a economia brasileira.

“Esse tipo de instabilidade é muito ruim. Tenho que reconhecer isso. Atrapalha a economia, atrapalha a credibilidade de investidor estrangeiro, porque volta a ter assim uma certa imprevisibilidade de como as coisas vão seguir. Atrapalha muito”, disse Durigan ao NeoFeed.

A declaração ocorre em meio à crise que se instalou na Corte desde o início de setembro, quando vieram à tona conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master — episódio que dividiu o STF e gerou decisões conflitantes entre ministros.

Durigan defendeu que o STF precisa ganhar mais credibilidade e adotar uma postura de maior transparência. Em suas palavras, é preciso “abrir os processos sem escolhas seletivas do que está sendo vazado, [ou] não vazado”.

O ministro recorreu a uma fala recente do presidente Lula sobre não interferir em investigações que atinjam aliados ou familiares para estender o princípio a qualquer autoridade. “Isso vale para qualquer ministro do Supremo. Isso vale para qualquer ministro de tribunal superior.”

Durigan também rebateu o que chamou de “preconceito fiscal” do mercado financeiro com o governo Lula. Segundo ele, um governo de direita não é necessariamente mais responsável fiscalmente do que um de centro-esquerda, e adiantou que um eventual quarto mandato ampliará as revisões em benefícios tributários e programas sociais para reforçar o superávit primário.

O ministro ainda comentou a onda de recuperações judiciais no varejo — casos como Casas Bahia e Raízen —, atribuindo o cenário à combinação de juros altos com mudança no hábito de consumo. Durigan também defendeu uma revisão da regulação de fundos no país após o escândalo Master/Reag.



Fonte: NeoFeed

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