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O que une fundos fechados para resgate, investimento em crédito privado e as “baratas”?

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As gestoras de crédito privado nos EUA estão enfrentando uma diminuição no interesse dos investidores de varejo, que estão se afastando do mercado devido a preocupações com a inadimplência e a saturação de empréstimos, especialmente em empresas de software.

Um levantamento mostrou que os novos aportes em Business Development Companies (BDCs) caíram 40% entre dezembro e janeiro, totalizando US$ 3,2 bilhões. A situação é agravada por cortes de juros do Federal Reserve e a falência de empresas como Tricolor Holdings e First Brands Group.

A Blue Owl, com US$ 300 bilhões sob gestão, suspendeu saques para investidores de varejo, refletindo a crescente cautela no setor.

 

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Após o fluxo bilionário de recursos nos últimos anos, as gestoras de crédito privado dos Estados Unidos começaram a observar os investidores de varejo fecharem a carteira, reticentes diante das “baratas” que surgem nesse mercado, segundo a metáfora utilizada pelo CEO do J.P. Morgan, Jamie Dimon, no ano passado.

Um levantamento do banco de investimentos RA Stranger, citado pelo Financial Times (FT), mostra que os novos aportes nos fundos chamados Business Development Companies (BDCs) – veículos que atuam com empresas de pequeno e médio porte, bastante distribuídos para investidores de varejo e indivíduos de alta renda – caíram 40% entre dezembro e janeiro, para US$ 3,2 bilhões.

Com mais de US$ 1 trilhão em ativos, o mercado de crédito privado está abalado pela combinação de juros em baixa, aumento da inadimplência e excesso de empréstimos a empresas de software em tempos de inteligência artificial (IA).

A situação pesa sobre as gestoras e prejudica o sentimento dos investidores de varejo. O caso mais emblemático é o da Blue Owl. No final de fevereiro, a casa, com cerca de US$ 300 bilhões sob gestão, suspendeu saques de recursos voltados ao público de varejo, mesmo permitindo resgates trimestrais de até 5% do valor do fundo.

A Blue Owl não está sozinha. Segundo o FT, casas como KKR, Apollo Global Management e BlackRock realizaram baixas contábeis por conta de atrasos, num momento em que o apetite do investidor também é afetado pelos cortes de juros promovidos pelo Federal Reserve (Fed).

O resultado é o aumento dos receios de que as saídas de recursos superem as entradas, gerando descompasso no fluxo de recursos. No quarto trimestre, os fundos conseguiram, em grande parte, atender aos pedidos de resgate com recursos que estavam chegando, limitando a necessidade de recorrer a outras fontes para pagar os investidores que saíam.

Os problemas no mercado de crédito privado americano, especialmente nos BDCs, ganharam destaque após a falência da financiadora de veículos Tricolor Holdings e da fornecedora de autopeças First Brands Group, empresas que vinham tomando muitos empréstimos, em setembro do ano passado.

No mês seguinte, Dimon trouxe a metáfora da barata, avaliando que poderia haver mais por aí. “Provavelmente não deveria dizer isso, mas quando você vê uma barata, provavelmente há mais. Todos deveriam estar avisados sobre isso”, disse o CEO do J.P. Morgan, na teleconferência de resultados do terceiro trimestre.

Quem também ligou o sinal de alerta foi o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em outubro do ano passado, a presidente Kristalina Georgieva afirmou que os países precisam prestar mais atenção ao mercado de crédito privado, cuja atuação não é acompanhada pelos órgãos reguladores.

Para executivos de gestão de patrimônio ouvidos pelo FT, o caso possui paralelos com a experiência de 2022, quando o fundo imobiliário Breit, da Blackstone, limitou os resgates após uma onda de vendas.

O fundo acabou superando a turbulência, com venda de ativos, e apresentou retorno de 8,1% no ano passado, tornando-se símbolo do estresse que um fundo semilíquido pode enfrentar quando investidores de varejo correm para resgatar seus investimentos.

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Fonte: NeoFeed

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