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porque um tipo é mais eficiente que outro na estrada

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Ouvir Paul Turnbull, engenheiro da Munro Associates, é sempre uma aula quando o assunto é tecnologia de carros elétricos. Em seu vídeo mais recente, ele explica o funcionamento do motor síncrono excitado eletricamente (EESM) usado no Nissan Ariya, destacando especialmente a eficiência desse motor em velocidades de rodovia, onde ele supera o tradicional motor síncrono de ímã permanente (PSM).

O motor elétrico é composto basicamente por duas partes: o estator e o rotor. No caso dos carros elétricos, o estator é um cilindro oco com bobinas que geram um campo magnético fixo, enquanto o rotor é um cilindro maciço que gira dentro do estator. A forma como o campo magnético do rotor é criado define o tipo do motor.



motor elétrico Nissan desmontado

Foto de: Munro Live (YouTube)

No PSM, esse campo vem de ímãs permanentes; no motor assíncrono, é criado por indução; já no EESM, o rotor possui bobinas alimentadas por eletricidade para gerar o campo magnético. Esse tipo de motor é utilizado por fabricantes como BMW, Renault e Nissan — no Ariya, os modelos com tração nas quatro rodas têm EESMs nos dois eixos.

Um detalhe interessante do Ariya é o design de oito polos no rotor, com bobinas de cobre para formar esses polos. Como o rotor gira, a alimentação elétrica das bobinas é feita por contatos deslizantes, já que não é possível usar um cabo fixo. A corrente que passa no rotor é relativamente baixa, enquanto no estator ela é bem maior, pois é ele que cria o campo magnético principal.



motor elétrico Nissan desmontado

Foto de: Munro Live (YouTube)

Por causa dessa alimentação, o motor EESM consome corrente tanto no rotor quanto no estator, ao contrário do PSM, que não precisa de corrente no rotor. Isso poderia indicar um consumo maior para o EESM, mas há um efeito oposto em alta velocidade: o PSM sofre um fenômeno chamado “campo oposto induzido”, que reduz a eficiência e exige mais corrente para manter o campo magnético no estator.

Na prática, isso significa que o PSM é mais eficiente em baixa velocidade (como em cidade), mas o EESM supera o PSM em velocidades elevadas, típicas de rodovias — um ponto crucial para a autonomia em viagens mais longas.

Outro benefício do motor EESM é a ausência de ímãs permanentes, o que reduz a dependência de materiais críticos como neodímio e outros elementos de terras raras, cuja oferta é concentrada principalmente na China e sofre com tarifas e restrições comerciais.

Para quem quer se aprofundar no funcionamento desses motores e entender melhor as tecnologias que equipam vários veículos elétricos, o canal Munro Associates no YouTube, apresentado por Paul Turnbull, é uma ótima referência. Além do Nissan Ariya, motores semelhantes equipam modelos como o Renault 5 Electric, o novo Nissan Leaf e a Nova Classe da BMW, que utiliza EESMs no eixo traseiro.

Em meio a tantos termos e especificações no mundo da mobilidade elétrica, entender essas diferenças técnicas ajuda a entender melhor os desafios e as vantagens dos motores elétricos no dia a dia, especialmente em um país como o Brasil, onde autonomia e eficiência são cada vez mais importantes para a popularização dos veículos elétricos.

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Fonte: UOL

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