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O híbrido plug-in mais vendido da Europa em 2025 não foi alemão, sueco ou japonês. Foi chinês. Em seu primeiro ano completo no mercado europeu, o BYD Seal U liderou o segmento de PHEVs no continente, superando nomes tradicionais como Volkswagen Tiguan, Volvo XC60 e Ford Kuga. No Brasil, ele é conhecido como Song Plus DM-i – e já passa de 16 mil unidades vendidas em 2025, o que ajuda a explicar por que a BYD decidiu nacionalizar sua produção a partir de 2026.
De acordo com dados da consultoria DataForce, citados pela Automotive News, o Seal U encerrou 2025 com 72.667 emplacamentos na Europa. O número foi suficiente para deixar para trás o Volkswagen Tiguan (65.899 unidades) e o Volvo XC60 (60.088). O Ford Kuga, vendido como Escape em alguns mercados, apareceu na quarta posição, com 41.983 unidades.

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Fonte: Motor1.com
O resultado chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo contexto. O modelo da BYD estreou no mercado europeu em 2024 e ainda constrói sua imagem no continente, enquanto seus rivais acumulam décadas de tradição. Mesmo assim, o SUV chinês conseguiu liderar o segmento mais competitivo da eletrificação na região, justamente o de híbridos plug-in, visto como uma ponte para a transição aos elétricos puros.
Curiosamente, o Seal U não domina o ranking por oferecer a melhor ficha técnica. Pelo contrário. Sua bateria LFP de 18,3 kWh garante até 80 km de autonomia elétrica no ciclo europeu, abaixo de alguns concorrentes diretos. O Volkswagen Tiguan PHEV, por exemplo, utiliza um pacote NCM de 19,7 kWh e pode rodar até 126 km em modo elétrico.

No recarregamento, a diferença também é clara. O BYD aceita até 11 kW em corrente alternada e apenas 18 kW em corrente contínua, enquanto o Tiguan chega a 40 kW em DC, recuperando de 10% a 80% da carga em pouco mais de 25 minutos. Em outras palavras: o sucesso do modelo não se explica por desempenho elétrico ou sofisticação técnica.
A liderança do Seal U tem uma razão objetiva: preço. Na Alemanha, o modelo parte de € 39.990 (R$ 250 mil), valor muito abaixo dos principais rivais. O Volkswagen Tiguan eHybrid começa em € 52.215, enquanto o Volvo XC60 PHEV não sai por menos de € 67.990. Nem mesmo o Ford Kuga consegue se aproximar, com preço inicial de € 47.100.
| Modelo | Vendas | Crescimento |
1 | BYD Seal U | 72,667 | N/A |
2 | Volkswagen Tiguan | 65,899 | +177.9% |
3 | Volvo XC60 | 60,088 | -1.4% |
4 | Ford Kuga | 41,983 | -3.8% |
5 | Mercedes-Benz GLC | 38,810 | -7.8% |
6 | Toyota C-HR | 37,383 | +144.2% |
7 | BMW X1 | 37,366 | -7.9% |
8 | Jaecoo 7 | 33,192 | N/A |
9 | MG HS | 29,894 | +222.9% |
10 | Skoda Kodiaq | 28,982 | +247% |
Essa diferença transforma a proposta do modelo. Ele não tenta ser o mais avançado do segmento, mas sim o mais acessível entre SUVs médios eletrificados, oferecendo um pacote completo por um custo que as marcas tradicionais ainda não conseguem igualar.

Foto de: Motor1 Brasil
O sucesso do Song Plus na Europa reforça uma tendência mais ampla. Em 2025, o mercado europeu de híbridos plug-in ultrapassou 1,3 milhão de unidades, crescimento de 33,5% em relação ao ano anterior. No mesmo período, os elétricos puros chegaram a quase 2,6 milhões de emplacamentos, alta de 29,7%.
Nesse cenário, os PHEVs seguem como solução de transição para consumidores que ainda não estão prontos para migrar totalmente para o carro elétrico. E a BYD, ao combinar custo agressivo com escala global, conseguiu ocupar esse espaço com rapidez.
Para o Brasil, o recado é direto. O desempenho do Song Plus na Europa não é um ponto fora da curva, mas parte de uma estratégia global que ajuda a explicar por que o modelo será produzido localmente a partir de 2026. Mais do que um sucesso pontual, ele se tornou uma peça central da ofensiva da BYD em mercados onde, até pouco tempo atrás, marcas chinesas sequer eram consideradas.
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Fonte: UOL









