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plataforma que sustenta a nova geração de eletrificados da marca

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Apresentada em janeiro, a plataforma GWM One é a base técnica escolhida pela GWM para sustentar sua próxima geração de veículos eletrificados e a combustão. Mais do que um lançamento isolado, a nova arquitetura ajuda a explicar a direção estratégica da montadora: padronização global, ganho de escala e foco em eficiência energética, especialmente nos elétricos puros.

Descrita pela GWM como uma plataforma “full‑powertrain”, a GWM One foi concebida para acomodar diferentes sistemas de propulsão dentro de uma mesma estrutura técnica. Isso inclui veículos 100% elétricos (BEV), híbridos convencionais (HEV), híbridos plug‑in (PHEV), modelos a combustão e até aplicações com célula de combustível. Uma abordagem que começa a ser usada por outras marcas, como a BMW, por exemplo.

A modularidade é um dos pilares centrais do projeto. A plataforma é organizada em 49 módulos principais – como motores, transmissões e baterias – além de centenas de componentes compartilhados. Essa lógica permite variações rápidas de configuração para diferentes tipos de carroceria, incluindo sedãs, SUVs, MPVs e picapes, reduzindo custos industriais e tempo de desenvolvimento.



GWM One

Foto de: GWM

No campo dos carros elétricos puros, a GWM One foi projetada para operar com arquitetura elétrica de alta tensão, chegando a até 900 volts. Segundo a montadora, isso abre espaço para sistemas de recarga ultrarrápida, com potência máxima superior a 600 kW, além de suportar baterias de alta taxa de carregamento e funções de descarga bidirecional. O objetivo é melhorar eficiência em recarga, reduzir perdas térmicas e ampliar a flexibilidade de uso.

Para aplicações híbridas, a plataforma incorpora a evolução do sistema Hi4, agora compatível com layouts de motor elétrico nos dois eixos. O conjunto permite diferentes modos de operação e combina motores elétricos com transmissões dedicadas, incluindo uma caixa híbrida de múltiplas marchas e um motor 2.0 turbo desenvolvido especificamente para esse tipo de aplicação. 

A GWM One também foi pensada para escalar globalmente. A montadora afirma que a plataforma deve dar origem a mais de 50 modelos ao redor do mundo, cobrindo cinco tipos de motorização e diferentes categorias de veículos. Essa estratégia de “uma arquitetura, múltiplas aplicações” é vista como essencial para sustentar volumes elevados em um cenário de transição tecnológica acelerada.



GWM One

Foto de: GWM

A nova arquitetura, aliás, já começa a ganhar forma em produto. No mesmo evento de lançamento, a GWM apresentou o primeiro SUV desenvolvido sobre a base GWM One, um modelo de grande porte com cerca de 5,3 metros de comprimento e proposta de topo de linha. Ainda em estágio inicial, o veículo funciona como vitrine técnica da plataforma, indicando sua vocação para SUVs maiores, de maior valor agregado e alto nível de eletrificação. 

No campo eletrônico, a plataforma integra uma nova geração de arquitetura elétrica e eletrônica, capaz de gerenciar dados de powertrain, chassi e sistemas de assistência à condução de forma centralizada. A GWM destaca o uso de inteligência artificial para adaptar parâmetros do veículo a diferentes cenários de uso, reforçando a tendência de softwares cada vez mais determinantes no comportamento dinâmico e energético dos carros.

Embora tenha sido apresentada no mesmo evento em que a GWM deixou claro que não pretende adotar elétricos com extensor de autonomia, a plataforma GWM One foi concebida sem suporte a esse tipo de arquitetura, reforçando a posição estratégica da montadora contra soluções baseadas em motores a combustão usados apenas como geradores. Pelo contrário: trata‑se de uma base técnica ampla, que dá liberdade à montadora para escolher quais soluções fazem sentido dentro de sua visão de longo prazo.

Na prática, a GWM One funciona como a base industrial de uma estratégia mais concentrada em elétricos puros e híbridos estruturais, apostando que a evolução das baterias, da recarga rápida e da eficiência sistêmica tornará desnecessárias soluções intermediárias. Resta observar como essa aposta se traduzirá em produtos concretos nos diferentes mercados onde a marca atua – inclusive no Brasil, onde a eletrificação ainda convive com desafios claros de infraestrutura e custo.

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Fonte: UOL

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