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A Ford registrou no Brasil o desenho de um Bronco elétrico, e o movimento vai além de um simples trâmite burocrático. As imagens colocam no radar um SUV grande, robusto e com identidade bem diferente do Bronco Sport vendido hoje no país – mais próximo, em proposta e porte, de um elétrico desenvolvido para enfrentar SUVs de peso.
O timing não é coincidência. O registro brasileiro conversa diretamente com o Bronco elétrico criado na China, um projeto que mostra como a Ford tem explorado caminhos bem mais ousados quando o assunto é eletrificação. Trata-se de um modelo pensado desde o início para ser elétrico, com soluções próprias de plataforma, design e conjunto mecânico, e não apenas uma adaptação da versão a combustão do utilitário.
Na China, o Bronco elétrico chama atenção pelo leque de configurações e pelos números envolvidos. A versão 100% elétrica (BEV) utiliza dois motores, um em cada eixo, com potência combinada de 445 cv e torque máximo de 72,4 kgfm, alimentados por uma bateria de 105,4 kWh. Nesse conjunto, a autonomia declarada chega a cerca de 650 km pelo ciclo CLTC, posicionando o modelo entre os SUVs elétricos de maior alcance do segmento.
Já a configuração com sistema de alcance estendido (EREV) adota uma lógica diferente. Ela também conta com dois motores elétricos e tração integral, mas a potência combinada é de aproximadamente 416 cv, com torque em torno de 77,5 kgfm. Nesse caso, um motor a combustão atua exclusivamente como gerador, sem ligação mecânica com as rodas, elevando o alcance total para mais de 1.200 km com o tanque e a bateria carregados.

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Fonte: MIIT
Visualmente, os desenhos registrados no Brasil deixam claro o parentesco com esse modelo chinês. A silhueta quadrada, o teto reto e os volumes bem marcados preservam o DNA clássico do Bronco, enquanto superfícies mais limpas, frente fechada e soluções aerodinâmicas reforçam a proposta elétrica. É um Bronco que parece moderno sem abrir mão do aspecto aventureiro, uma combinação interessante.
Outro detalhe interessante é que, nas versões totalmente elétricas, a ausência do motor dianteiro abre espaço para um porta‑malas frontal, pensado para acomodar cabos de recarga ou bagagens menores – um recurso cada vez mais valorizado em SUVs elétricos.
O interior segue a mesma lógica: foco em tecnologia, com grandes telas, instrumentação digital e pacotes avançados de assistência ao motorista, alinhando o Bronco elétrico ao que há de mais atual no mercado chinês de veículos a bateria.
Registrar o design no Brasil ainda não significa que o Bronco elétrico chegará às concessionárias no curto prazo. Ainda assim, o gesto indica que a Ford prefere manter o caminho aberto em um mercado onde SUVs dominam as vendas e os elétricos avançam, ainda que de forma gradual. Se um dia desembarcar por aqui, o Bronco elétrico teria potencial para reposicionar a marca no segmento e mostrar um lado da Ford que, até agora, o público brasileiro conhece pouco.
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Fonte: UOL









