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A XPeng acaba de apresentar uma solução inovadora para um dos maiores desafios dos carros elétricos com extensor de autonomia (EREV): o ruído do motor a combustão. Utilizando inteligência artificial, a marca chinesa desenvolveu uma tecnologia capaz de prever e anular vibrações antes mesmo que o motor ligue para carregar a bateria.
O sistema estreia no novo XPeng G7, mas o conceito de “elétrico sem ansiedade de alcance” já é realidade no Brasil com modelos como o Leapmotor C10, que utiliza estratégia similar para equilibrar eficiência e menor dependência da rede de recarga.
Em dezembro, o recém-lançado Leapmotor C10 foi o quarto carro elétrico mais vendido no Brasil, com a maior parte das vendas concentrada na versão EREV. O dado é relevante porque mostra que o consumidor brasileiro já enxerga valor em uma proposta intermediária entre o elétrico puro e o híbrido plug-in tradicional, especialmente em um mercado ainda marcado por limitações de infraestrutura de recarga fora dos grandes centros.

Foto de: Xpeng
É nesse cenário que a XPeng divulgou novos detalhes técnicos do G7 EREV, seu primeiro SUV da linha Kunpeng de elétricos com extensor de autonomia. O foco da marca não está apenas no alcance, mas também em um dos pontos historicamente mais sensíveis desse tipo de arquitetura: ruído e vibração gerados pelo motor a combustão, que atua exclusivamente como gerador.
Segundo a XPeng, o G7 EREV utiliza um sistema combinado de cancelamento eletrônico de ruído (ENC) e cancelamento de ruído de rodagem (RNC) como item de série em todas as versões. Enquanto o ENC atua sobre ruídos internos gerados por componentes do próprio veículo – incluindo o range extender -, o RNC trabalha para reduzir sons externos transmitidos por pneus e pelo contato com o asfalto.

Foto de: Xpeng
O diferencial, porém, está no uso de inteligência artificial para o gerenciamento da operação do extensor de autonomia. De acordo com a fabricante, o controle baseado em IA permite reduzir a vibração do sistema em até 50% em determinadas condições, além de suavizar a transição entre os modos elétrico puro e de alcance estendido. A XPeng trata esse controle como uma estratégia de sistema, não apenas como um recurso isolado de hardware.
Além das soluções eletrônicas, o G7 EREV adota uma abordagem mais tradicional de isolamento acústico. Mais de 90% das áreas-chave da carroceria recebem materiais fonoabsorventes, enquanto o próprio conjunto do extensor de autonomia foi otimizado para reduzir o ruído intrínseco, com queda estimada de cerca de 10% em relação a soluções convencionais do setor.

Foto de: Xpeng
Do ponto de vista energético, o modelo combina uma bateria de 55,8 kWh com um tanque de 60 litros, compatível com gasolina de 92 octanas. A XPeng declara até 430 km de autonomia em modo 100% elétrico e um alcance combinado de até 1.704 km, números que colocam o G7 EREV muito acima dos híbridos plug-in tradicionais em termos de uso elétrico no dia a dia. O modelo também adota arquitetura 800V com carregamento 5C, capaz de recuperar até 314 km de alcance em 12 minutos, segundo dados oficiais.
As dimensões do G7 EREV praticamente repetem as do G7 elétrico puro, com 4.918 mm de comprimento, 1.925 mm de largura e 2.890 mm de entre-eixos, ficando apenas 26 mm mais longo. O SUV oferece ainda porta-malas de 779 litros, expansível para 2.237 litros, e mais de um metro de espaço para as pernas na segunda fileira.
Embora a XPeng ainda não tenha divulgado preços para a versão EREV, o G7 elétrico puro parte de 195.800 yuans na China. O lançamento oficial do G7 EREV está marcado para 8 de janeiro de 2026 na China, seguido pela estreia europeia no dia seguinte.
A boa aceitação do Leapmotor C10 EREV no Brasil ajuda a explicar por que fabricantes chineses vêm acelerando o desenvolvimento desse tipo de solução. Mais do que uma alternativa temporária, o EREV passa a ocupar um espaço claro no mercado: oferecer experiência elétrica na maior parte do tempo, sem depender exclusivamente da infraestrutura de recarga. O XPeng G7 EREV mostra que, além de autonomia, essa arquitetura começa a evoluir também em refinamento, conforto acústico e eficiência operacional.
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Fonte: UOL









