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A Smart deu mais um sinal de que o Brasil está no radar de seus planos globais. O Smart #5, novo SUV elétrico de médio porte da marca, teve seu desenho industrial registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) — um movimento que, embora não confirme lançamento, costuma anteceder análises mais profundas sobre homologação e viabilidade no mercado local.
O pedido aparece em nome da Zhejiang Smart Intelligence Technology, empresa responsável pelo desenvolvimento dos modelos atuais da Smart, hoje controlada pelo grupo Geely em parceria com a Mercedes-Benz. As imagens anexadas ao registro revelam um SUV de porte bem superior aos Smart #1 e #3, com proporções mais robustas e uma proposta visual menos urbana.

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Fonte: INPI
O Smart #5 marca uma ruptura definitiva com o conceito original da marca, historicamente associada a carros ultracompactos voltados para o uso urbano. Desde sua reformulação global, a Smart passou a apostar em veículos elétricos maiores, com apelo internacional – e o #5 é o exemplo mais ambicioso dessa nova fase.
Visualmente, o modelo adota proporções típicas de SUV médio, com carroceria elevada, traseira quase vertical e linhas mais retas, priorizando espaço interno e versatilidade. O desenho se aproxima mais de utilitários esportivos tradicionais do que dos antigos city-cars da marca, deixando claro o objetivo de competir em segmentos mais amplos e lucrativos.

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Fonte: Smart
Apesar da influência do design da Mercedes-Benz, o Smart #5 é fortemente ancorado na engenharia e na arquitetura da Geely, maior grupo automotivo privado da China. A plataforma utilizada permite diferentes configurações de bateria, motores e sistemas eletrônicos, acompanhando a nova geração de elétricos desenvolvidos pelo conglomerado.
Desde o início, o modelo foi concebido como um produto global. A China é o mercado de estreia, mas o projeto já atende a padrões internacionais de segurança, conectividade e eficiência, o que facilita sua adaptação a outros mercados – incluindo o Brasil.
Um dos principais diferenciais do Smart #5 está na capacidade de recarga rápida, fator cada vez mais decisivo para consumidores de veículos elétricos. Informações divulgadas indicam que o SUV pode recuperar uma parcela significativa da bateria em cerca de 15 minutos, quando conectado a carregadores rápidos compatíveis.
O registro de desenho industrial no INPI é um sinal relevante, mas não deve ser visto como confirmação automática de lançamento. Trata-se de uma etapa de proteção de propriedade intelectual, comum quando uma montadora deseja manter abertas suas opções em determinado mercado.
Na prática, o movimento sugere que a Smart – e, por consequência, a Geely – enxerga o Brasil como um mercado estratégico para a expansão de sua gama de SUVs elétricos, ainda que decisões comerciais dependam de fatores como demanda e posicionamento de preço.
O interesse no Smart #5 reforça a crescente presença do grupo Geely no país. Além da própria Smart, o conglomerado controla marcas como Volvo, Zeekr, Lynk & Co, Polestar, Geometry e Lotus, sem falar na recente parceria Renault-Geely, que representa uma virada na estratégia da marca chinesa por aqui.
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Fonte: UOL









