Ofensiva com drones e mísseis atingiu Kiev e outras cidades ucranianas, deixando mortos e mais de 100 feridos
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou nesta terça-feira (2) que o ataque realizado durante a madrugada contra a Ucrânia foi uma resposta ao que classificou como “atos terroristas” praticados por Kiev. A ofensiva atingiu a capital ucraniana, Kiev, além de outras cidades do país.
Segundo autoridades ucranianas, drones e mísseis russos provocaram a morte de pelo menos 13 pessoas e deixaram mais de 100 feridos. Os ataques ocorreram após dias de alerta sobre a possibilidade de uma grande ofensiva de Moscou contra o território ucraniano.
Em comunicado, o governo russo declarou que utilizou armamentos de alta precisão e longo alcance, lançados por ar, terra e mar. Moscou afirmou ainda que os alvos eram instalações militares e estruturas consideradas estratégicas para as forças ucranianas.
De acordo com o Kremlin, mísseis hipersônicos e drones foram usados em ataques contra sete regiões da Ucrânia, incluindo Kiev, Zaporíjia e Kharkiv. Entre os locais atingidos, segundo a Rússia, estariam instalações de combustível, sistemas de transporte e aeródromos militares.
A ofensiva ocorre em meio ao aumento das tensões após ataques atribuídos à Ucrânia contra áreas controladas pela Rússia. Moscou havia anunciado que passaria a realizar ataques sistemáticos contra alvos em Kiev como retaliação a ofensivas ucranianas em territórios sob controle russo.
O presidente Vladimir Putin acusou Kiev de iniciar uma nova fase de ataques contra civis, citando ações em Luhansk e Kherson. A Ucrânia, por sua vez, nega ter como alvo a população civil e afirma que suas operações buscam atingir estruturas usadas pelo Exército russo.
A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando Moscou iniciou uma invasão em larga escala ao país vizinho. Desde então, a Rússia passou a controlar cerca de um quinto do território ucraniano e anexou regiões como Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, medida não reconhecida por Kiev e por parte da comunidade internacional.
Mesmo com tentativas de negociação e pressão internacional por um acordo de paz, os confrontos continuam. Os dois lados negam ataques deliberados contra civis, mas milhares de pessoas já morreram desde o início da guerra, além de um grande número de soldados mortos ou feridos na linha de frente.






